terça-feira, 20 de março de 2018

Quais as diferenças entre as opções de Experiências da MSC e as Tarifas da Costa?

Na hora de comprar o seu cruzeiro com a MSC ou a Costa você chegará em uma etapa da reserva que vai precisar escolher a sua Experiência ou Tarifa, respectivamente. Uma mesma categoria de cabine possui diferentes preços que entregam mais ou menos benefícios.
Entenda cada uma delas e escolha a melhor opção para você!

MSC
Experiência BELLA
Experiência FANTASTICA
Experiência WELLNESS
Experiência AUREA
Experiência YACHT CLUB

COSTA
Tarifa BASIC
Tarifa COMFORT
Tarifa DELUXE

Experiência BELLA (MSC) e Tarifa BASIC (COSTA)

Essas são as experiências/tarifas perfeitas para quem prefere economizar na hora de reservar o cruzeiro abrindo mão de alguns mimos e de escolher a localização da cabine, por exemplo.
Pagando os menores valores disponíveis você vai estar escolhendo apenas a categoria da sua cabine (Interna, Externa ou com Varanda) e a companhia vai te colocar na escolhida - se sobrar - ou em uma categoria superior - se a que você pagou tiver sido totalmente ocupada. A desvantagem disso é que não é possível escolher uma localização no meio do navio e nos decks mais baixos, por exemplo, onde balança menos. Os passageiros dessa tarifa ficam com uma cabine mais simples que sobrar dentro das que fazem parte daquela experiência.
Apesar disso, todo o entretenimento, buffet e restaurantes principais são inclusos no valor e também existe o acúmulo de pontos no Costa Club ou MSC Voyagers Club.

Experiência FANTASTICA (MSC)

Pagando um pouco mais por passageiro por noite você poderá passar para a experiência seguinte da MSC, a Fantastica. Nela é incluso o serviço de quarto 24 horas, podendo pedir seu café da manhã na cabine sem pagar nada mais por isso. O serviço está disponível na experiência Bella, porém é cobrada uma taxa. Os passageiros dessa experiência também têm 50% de desconto nas aulas do Fitness Center e de personal trainer e as crianças podem participar de aulas de culinária e idioma sem pagar por isso.
Além disso é possível escolher a cabine desejada e ter prioridade na confirmação do turno de jantar escolhido.

Experiência WELLNESS (MSC)

A Wellness foi criada pensando nos hóspedes adultos que gostam de cuidar da saúde. Ela inclui um check-up com a equipe médica, aulas de ginástica, kit com camisa, shorts, toalha e aparelho fitness, excursões exclusivas, aulas diárias de fitness, um energético por dia no minibar da cabine e água engarrafada grátis. Nos navios da classe Lirica, Seaside e Meraviglia os hóspedes podem jantar com horário livre, dentro do horário de funcionamento de cada restaurante.

Experiência AUREA (MSC)

Disponível a artir das cabines com varanda, a Aurea entrega as mesmas vantagens da Bella e Fantastica e ainda pacote de bebidas all-inclusive; embarque prioritário; coquetel de boas-vindas; jantar em uma área exclusiva do restaurante; pacote com massagem e livre acesso à área termal durante todo o cruzeiro; kit de produtos de beleza na cabine; roupão e pantufas; e acesso ao solarium exclusivo.

Tarifa COMFORT (COSTA)

A segunda tarifa da Costa inclui a opção de escolher entre as cabines standard (Classic) ou com posição privilegiada (Premium). Na primeira também será incluído o pacote de bebidas Pranzo & Cena (com uma seleção de vinhos, cervejas, sucos e refrigerantes ilimitadaos, servidos no copo durante todos os dias no almoço e jantar) e nas cabines Premium o pacote Brindiamo (inclui as bebidas no copo a qualquer hora do dia: cafés, cappuccinos, refrigerantes, cervejas, drinks populares e  uma  seleção de vinhos e licores). Os hóspedes dessa tarifa também ganham mais pontos no Costa Club.

Tarifa DELUXE (COSTA) 

A tarifa mais cara da Costa é para os hóspedes que querem se hospedar nas suítes. Elas são mais espaçosas, possuem um restaurante exclusivo, mordomo e permitem acesso ao spa durante um dia inteiro. Também está incluso o pacote ilimitado de bebidas Intenditore, com rótulos diferenciados de licores e espumantes, bebidas de até 9 dólares servidas no copo, bebidas do minibar e servidas na cabine.

Experiência YACHT CLUB (MSC)

Não disponível nos navios da classe Lirica (MSC Armonia, Sinfonia, Lirica e Opera) e Musica (MSC Musica, Orchestra, Poesia e Magnifica)

O Yacht Club é verdadeiramente uma experiência diferenciada. Eu já escrevi uma publicação mostrando quais são as vantagens desse Navio dentro de um navio. Em vez de fazer uma breve descrição aqui é melhor mostrar logo tudo, né? Então clique aqui para ler!

Copyrigh© all rights reserved. Imagens e Textos com direitos reservados. Rodrigo Guerra. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Uma análise dos cruzeiros no Brasil: Por que está dando errado?

No dia 21 de dezembro de 2017 eu estava assistindo à transmissão ao vivo em Miami do evento de nomeação do mais novo navio da MSC, o MSC Seaside. Durante a cerimônia de inauguração o prefeito da Grande Miami, Carlos Giménez, subiu ao palco e fez um breve discurso agradecendo à empresa pelo grande investimento feito na Capital Mundial dos Cruzeiros e deu algumas informações sobre a importância daquele porto para a região. Confira estas partes que chamaram a minha atenção:
"[...] O nosso porto marítimo contribui com bilhões de dólares todos os anos para a economia local; mais de 40 bilhões de dólares. Inclusive ele é o segundo maior gerador econômico da Grande Miami, na área sul da Flórida. Ele diretamente ou indiretamente é responsável por mais de 300 mil empregos aqui nessa área. Isso é o quão importante esse porto é para nós. Isso mostra o quão importante é para nós mantermos a nossa marca da Capital Mundial dos Cruzeiros e também estamos aumentando a nossa capacidade e trânsito de carga [...] E é por isso que nós investimos tão pesadamente tanto no aeroporto quanto no porto marítimo, porque eles são os dois maiores geradores econômicos da região e a vida de centenas de milhares de pessoas e o bem-estar delas dependem da competitividade e da viabilidade desses dois portos. [...]"
Em dezembro de 2013 eu escrevi uma publicação falando sobre a preocupante situação do mercado de cruzeiros no Brasil naquela época, prevendo uma queda na quantidade de navios nos próximos anos (eram nove na temporada 2013/2014) devido à indiferença dos Governos em relação a esse importante setor econômico. Os problemas que davam base a essa previsão eram a infraestrutura insuficiente e o custo de operação abusivo. Infelizmente hoje, mais de quatro anos depois, isso se confirmou e apenas seis estão navegando por aqui agora. De 2004 a 2010 a quantidade de navios mais que triplicou aqui no Brasil e em 2017 nós voltamos para o mesmo número de 2004. Mais triste ainda é que os mesmos problemas continuam. Diversos dos mesmos Calcanhares de Aquiles - no plural - estão muito bem instalados há décadas neste país.

Ver Miami e tantos outros destinos, como Emirados Árabes Unidos e China, investindo pesado para atrair mais navios enquanto o Brasil faz de tudo para expulsar as "galinhas dos ovos de ouro" é no mínimo revoltante.

E não é só para os cruzeiros que a péssima gestão traz consequências negativas. Os investimentos feitos em Miami, como comentado por Carlos Giménez no evento, também são voltados para o trânsito de cargas, sendo ele o responsável pela maior parte da receita. Aqui no Brasil temos o  histórico problema, desde o governo de Juscelino Kubitschek, do uso excessivo das rodovias para praticamente todo o transporte terrestre. Os caminhões, em vez de transportarem  para um trem, levam os containeres até o destino final, degradando as estradas, aumentando o trânsito e tornando o frete mais caro e demorado. Isso é um dos motivos que está levando grandes porta-containeres a ficarem até meses ancorados na frente do porto de Santos enquanto esperam o lento processo de descarregamento e carregamento dos demais navios ser concluído para terem um berço de atracação disponível.

Somado a isso, os navios de carga estão encontrando problemas até para entrar em alguns portos. O porto do Recife, um dos mais importantes para a entrada e saída de mercadorias do Brasil para a Europa e os EUA, é um exemplo disso. Há anos foi solicitado do Governo Federal recursos para os projetos já prontos de dragagem e parece que só agora, no fim de 2018, com recursos do Ministério dos Transportes, vamos ver essas obras sendo realizadas. O problema é que a área do porto está tão assoreada - a última dragagem foi feita em 2012 - que os navios maiores não conseguem mais entrar no porto totalmente carregados, então as empresas precisam carregá-los com apenas parte da sua capacidade usada ou trazer navios menores, o que encarece todo o processo. “Atualmente, navios que poderiam carregar até 50 mil toneladas de açúcar deixam o estado com 30 mil toneladas e seguem para completar o carregamento em outros estados nordestinos”, disse Carlos Vilar, presidente do porto do Recife, à Folha PE.

Enquanto nós não conseguimos recursos sequer para fazer o básico, manter os portos operáveis, vamos voltar a falar do assunto que me fez escrever esta publicação: o porto de Miami.
Novo terminal da RCCL terá 15800 metros quadrados.
A Royal Caribbean International é a companhia dona da classe Oasis, aquela com os maiores navios de cruzeiro do mundo, passando das 220 mil toneladas de arqueação bruta cada. Hoje nem o porto de Miami tem capacidade de receber um navio desse tamanho, mas a Royal demonstrou, há alguns anos, interesse em operar um de seus navios dessa classe por lá. Os governantes daquela área, o Condado de Miami, imediatamente se mostraram prontos a criar todas as condições necessárias para recebê-lo. O resultado é que neste momento está sendo construído um terminal de cruzeiros no valor de 247 milhões de dólares, com recursos da Royal Caribbean, para suportar a classe Oasis, e o governo de Miami desembolsou 15 milhões de dólares para construir novas ruas até o terminal e cuidar de toda a área ao redor dele.
O resultado dessa parceria público-privada é que, apesar de o governo estar "gastando" tanto dinheiro agora, esse terminal irá movimentar 1,8 milhão de turistas anualmente e terá um impacto previsto de 500 milhões de dólares na área e a criação de 4 mil novos postos de trabalho. Com uma taxa de 5,5 dólares por passageiro, o governo terá uma receita de 9,5 milhões de dólares por ano. Desembolsar quantias como essa para operações desse tipo não é um gasto, é um investimento com resultados rápidos. Na temporada 2010/2011 no Brasil, quando tínhamos 20 navios, a Fundação Getúlio Vargas e a ABREMAR fizeram um levantamento do impacto econômico dos cruzeiros e chegaram ao resultado de que "os impactos totais (diretos e indiretos dos armadores e dos cruzeiristas) foram de R$1,4 bilhão, sendo R$893,5 milhões gerados pelos gastos dos armadores com compras de suprimentos, custos portuários e combustíveis e R$522,5 milhões gerados pelos gastos dos cruzeiristas nos portos de embarque/desembarque e de trânsito." Apenas o comércio varejista e o setor de alimentos e bebidas brasileiros tiveram receita de 327,7 milhões de reais durante essa temporada; somado a isso, 12,5% dos quase 800 mil passageiros eram estrangeiros, o que traz divisas para o Brasil e fortalece a imagem do país como um destino de viagem.

Créditos: Abremar/FGV. Clique para ampliar
Outro ponto que continua ameaçando a volta dos navios ao Brasil são as famosas taxas portuárias e o custo geral de operação. Todos já sabemos que muitos dos nossos portos têm as taxas de atracação e embarque/desembarque de passageiros mais caras do planeta, inclusive o primeiro lugar é nosso: Salvador. Além disso, tudo o que é necessário para a operação de um cruzeiro também é caro por aqui! Desde os alimentos ao combustível do navio, tudo custa mais que diversos outros destinos ao redor do mundo e quase tudo é de qualidade inferior; por isso que muitas pessoas percebem que as refeições em um navio da mesma companhia são melhores nos EUA do que no Brasil.
Nós estamos acompanhando vários destinos novos surgindo, como a China, que investiram em infraestrutura, cortaram custos para as operadoras e lançaram diversos incentivos para que as empresas levassem seus navios para lá. Resultado: diversas companhias estão até construindo novos navios especificamente para o mercado chinês. E o Brasil, com essa política econômica, está perdendo espaço para eles também. Vale mesmo a pena ganhar agora n vezes mais com taxas portuárias abusivas mas amanhã os navios partirem daqui justamente por causa disso?
Outra questão  que ainda persiste é a trabalhista: a necessidade de contratar pelo menos 25% de tripulantes brasileiros para poder operar na nossa costa. Por um lado isso é bom porque um navio com 1000 tripulantes já garante emprego para 250 brasileiros e ainda é melhor para nós, passageiros, encontrarmos a bordo mais funcionários que falam o nosso idioma. O problema é que essas contratações também são caras e trabalhosas. Ter que fazer isso sempre que for voltar para o Brasil, incluindo a capacitação de novas pessoas e o pagamento de passagens aéreas até o porto de embarque, tornam a operação aqui ainda mais custosa e burocrática. Esse é mais um motivo para as empresas desistirem de voltar para cá e irem para outros destinos onde não é preciso mudar a grade de funcionários. Você já deve ter entendido o resultado disso: exigir contratar aquela parcela de brasileiros para trabalhar a bordo pode ser o motivo para um navio deixar de vir e movimentar a economia como um todo, já que os impactos econômicos não se restringem aos portos nem às cidades onde eles atracam. Mais um exemplo para comprovar isso: na temporada 2010/2011 foram contratados 5600 brasileiros para trabalhar a bordo, mas em terra foram 15 mil novos empregos gerados direta ou indiretamente. Entende? Apesar de ter garantido emprego para 5600 brasileiros, na melhor temporada da história, as burocracias e custos envolvidos nisso podem fazer com que as companhias desistam de vir ao Brasil e aqueles 15 mil novos empregados em terra e os outros milhares que já trabalhavam e foram impactados com os cruzeiros deixem de ter esses navios por aqui.

Mais uma consequência negativa para os brasileiros são os preços dos cruzeiros. Em qualquer área da economia onde há livre mercado, ou algo próximo disso, a concorrência traz benefícios para o consumidor. O monopólio faz com que a empresa possa praticar preços mais altos por ser a única disponível para oferecer um determinado produto ou serviço; quanto mais concorrentes, maior a quantidade de promoções e redução de preços para atrair clientes.
Na temporada 2017/2018 o Brasil está com apenas duas companhias de cruzeiros que trouxeram seus navios  (MSC e Costa) e um fretado (o Sovereign, pela CVC). Isso resulta em uma quantidade reduzida de leitos, o que está fazendo com que os navios partam com 100% de lotação ou quase cheios em todas as saídas. Dessa forma, com uma alta demanda e uma baixa oferta, as empresas podem praticar preços mais altos. Em Miami, como comparação, é normal ter 6 ou 7 navios embarcando passageiros em um só dia, então as promoções por lá são muito frequentes e as viagens ficam com preços extremamente competitivos.

O que melhorou nos últimos quatro anos

Nesse período, no entanto, tivemos algumas conquistas. Devido à Copa do Mundo de 2014 diversos terminais marítimos de cruzeiros foram reformados e estão com uma estrutura melhor que antes, mas ainda, sem exceção, insuficiente nos portos de embarque e desembarque.

A nova Lei de Migração, aprovada no primeiro semestre de 2017 e com entrada em vigor - ainda que de forma mal implantada - no mês de novembro, facilitou a questão das dificuldades encontradas pelas companhias em relação à burocracia trabalhista. Antes dela era necessário pagar taxas consulares e ao Ministério do Trabalho por todos os tripulantes estrangeiros que estivessem a bordo. Isso resulta em uma economia de até 500 mil reais na operação de um navio por aqui.

Será possível os nossos governantes reverem essas práticas anti-econômicas e nós voltarmos a ter um crescimento? Conseguiríamos voltar aos 20 navios da temporada 2010/2011 e trazer com eles todos os benefícios sociais e econômicos para o nosso país? Ou ir além e fazer como a China, que era um destino fora das conversas sobre cruzeiros e que hoje é um dos que mais crescem no mundo e é notícia em todas as revistas e sites especializados no assunto? Neste ano ocorreu uma reunião em Brasília com os principais responsáveis do setor, algo bom por mostrar que há uma movimentação para tentar reverter essa realidade. Vamos, mais uma vez, esperar para ver. Eu, quatro anos depois, mais uma vez não vejo um futuro promissor nos próximos anos.

Copyrigh© RG Cruzeiros. All rights reserved. Imagens e Textos com direitos reservados. Rodrigo Guerra

sábado, 16 de dezembro de 2017

O que acontece se você perder a hora de saída do navio?

Manter um site com postagens frequentes não é fácil, principalmente quando existem diversos outros trabalhos e atividades para dividir o tempo. Além disso, muitas vezes nós, produtores de conteúdo, paramos e ficamos pensando: sobre o que eu vou escrever hoje? Tem que ter muita criatividade!
Quem mais me ajuda nessas horas são vocês mesmos, através do Instagram, e-mail e comentários aqui embaixo. Alguns ficam meio constrangidos por estarem fazendo muitas perguntas, mas saibam que cada dúvida é super importante para mim também! Muitas postagens surgiram de perguntas feitas por vocês. Tem umas que eu digo "muito legal, vou escrever sobre isso" e anoto no celular. Então mandem perguntas!!
Aqui vai mais uma postagem dedicada a responder uma dessas perguntas que eu recebo: imagine que você está em um porto de escala durante o seu cruzeiro e esquece de ajustar o seu relógio para o horário local. Quando retorna ao porto para embarcar no navio, na hora "certa", ele já está no horizonte navegando rumo ao próximo destino. E agora?

O NAVIO VAI ESPERAR POR MIM?

Assim como os aviões, os navios têm uma hora marcada para partir. Apesar de a flexibilidade de horários dos aviões ser muito menor que a dos navios, não dá para apostar demais na sorte. Lembre de sempre confirmar a hora do seu celular e relógio antes de desembarcar - durante a viagem você pode passar por diferentes fusos horários - e coloque um alarme para retornar na hora do "todos a bordo", uma plaquinha que você verá assim que desembarcar. Sempre no dia anterior à troca de horário, caso tenha, todos a bordo são avisados.

Lembre que existem outras centenas ou até milhares de passageiros e tripulantes aguardando a partida para o próximo destino e que o roteiro da viagem tem que ser integralmente cumprido, com exceção apenas para algumas situações muito específicas, como mar muito agitado ou ventanias em algum dos destinos. O controle de todas essas pessoas que saem e entram no navio é feito com os Cruise Cards, aqueles cartões que abrem a porta da cabine e servem também como cartão de crédito e identidade. Sempre que você for desembarcar um tripulante vai escanear o seu cartão e o sistema saberá que você está faltando a bordo; ao retornar, o cartão será escaneado novamente e a sua falta retirada. Quando já está perto da hora de partir e ainda tem passageiros na lista daqueles que não retornaram, são feitos anúncios no sistema interno de som do navio pedindo para que aquelas pessoas, se estiverem a bordo, ou outros passageiros que conhecerem elas liguem a partir de qualquer interfone para a recepção.

Chegando a hora de partir, o comandante é quem decide se dá ou não para aguardar. Em geral são dados alguns minutos a mais, às vezes até mais de meia hora, mas depende da situação. Pode não existir tolerância. Caso você esteja fazendo uma excursão comprada no navio e o ônibus atrasar, o capitão terá que esperar pela sua chegada.

Existe um termo no universo dos cruzeiros chamado "Pier Runners", um evento conhecido e apreciado por muitos dos cruzeiristas mais assíduos. Esse é um momento no qual muitos passageiros ficam no deck superior ou nas suas varandas - para aqueles que têm uma do lado do píer - e ficam aguardando aparecer algum ou todos os passageiros atrasados. Quando aparece um é uma festa: todo mundo começa a gritar e aplaudir e muitas vezes o capitão entra na brincadeira soando o apito do navio. Se pesquisar no YouTube você vai achar diversos vídeos!

Essa questão de horário é muito importante. Você pode até ser proibido de desembarcar do navio  nos demais portos de escala se ficar se atrasando. Inclusive, uma partida mais tarde que o planejado faz com que a navegação precise ser mais rápida para chegar ao próximo destino na hora certa, o que aumenta o consumo de combustível. Então tome cuidado com isso para não passar vergonha na frente de milhares de pessoas ou ficar a ver navios.

MAS ATRASEI DEMAIS E O NAVIO PARTIU SEM MIM! O QUE FAZER?

Se o navio tiver desatracado há pouco tempo fale com um agente do porto o quanto antes, ele vai se comunicar com a ponte de comando e o capitão pode retornar e colocar novamente a escada para o seu embarque ou parar e usar uma lancha.

Se o navio já estiver muito longe e nada puder ser feito você deverá arcar com os custos de transporte até o próximo porto de escala, onde você embarcará novamente. Por isso é importante andar com uma cópia da sua identidade ou passaporte. Atrás do seu Cruise Card você encontrará o número para entrar em contato com o navio, caso seja necessário.

Para aquelas pessoas que perderem o navio no dia do embarque, não em um porto de escala, e comparam o pacote Cruzeiro + Passagens Aéreas terão todos os custos de transporte até o próximo destino pagos pela companhia.

Copyrigh© RG Cruzeiros. All rights reserved. Imagens e Textos com direitos reservados. Rodrigo Guerra

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Seis coisas para você NÃO fazer em um cruzeiro marítimo

Sabe aquele famoso ditado: "Quem avisa amigo é"? Então confira algumas coisas que você não deve fazer durante os seus dias a bordo!

1. Esquecer de colocar o alarme para te acordar em uma cabine interna

As cabines internas têm uma particularidade que já fez muitos marinheiros de primeira viagem perderem o dia quase todo dormindo: elas não têm janela! Por causa disso muitas pessoas acordam, veem que ainda está completamente escuro e voltam a dormir. Mais tarde elas acordam de novo e, como ainda parece estar de madrugada, dormem de novo.
Acredite: isso acontece com muito mais frequência do que você imagina! Quando os descansados cruzeiristas finalmente resolvem olhar a hora, já está muito tarde e eles perderam diversas atividades e refeições :(

2. Se atrasar!!

Preste bem atenção: Aqueles horários de partida de cada porto que você viu no itinerário do seu cruzeiro são a hora que o navio vai partir do porto, você não vai ficar na cidade até aquela hora!
Apesar de não ter um horário tão inflexível quanto o de um avião (atrasou? Tchau), os navios também têm hora para partir. O comandante é quem decide se e quanto tempo dá para esperar por passageiros atrasados, mas chegando a esse limite ele tem que partir e deixá-los para trás. As consequências disso são que o passageiro terá que arcar com todos os custos para chegar no próximo destino e o navio poderá precisar navegar mais rápido para chegar a tempo, aumentando o consumo de combustível.
Para evitar que isso aconteça e você não seja aplaudido por todo mundo do navio ao chegar atrasado, veja a hora marcada para retornar (o "Todos a Bordo") e lembre de ajustar seus relógios para o horário local.

3. Não ler o Diário de Bordo

Sabe aqueles programas que todos recebem diariamente nas suas cabines? Então, eles devem ser lidos! Neles têm diversas informações importantes para o seu dia e todos os horários de atividades e refeições. Você pode destacar a parte com os horários e levar consigo durante o dia. Uma dica legal é levar uma caneta para marcar as festas e eventos que você não quer perder!
Quem diz que ficou entediado durante o cruzeiro com certeza não leu a programação do que estava acontecendo nos dias a bordo, por isso achou que não tinha nada para fazer. E eu posso garantir que se não ler e marcar exatamente onde e quando cada atividade que você tem interesse vai acontecer, você não irá encontrá-las por acaso dentro de um navio imenso. Mas fazer nada também é uma opção :)

4. Não comparecer ao exercício de emergência geral

O Muster Drill, que acontece pouco antes da partida do porto, é obrigatório para todos os passageiros, independente de quantos cruzeiros você já fez. Nele você saberá para onde ir e o que fazer em caso de emergência. Em todos os pontos de encontro há tripulantes passando o cartão de todo mundo para confirmar a presença, então quem não comparecer receberá no fim do dia uma carta na sua cabine pedindo que compareça a um novo treinamento no dia seguinte com os demais faltosos - enquanto todo mundo estiver aproveitando o navio.

5. Fazer todas as refeições no restaurante Buffet

O restaurante self-service é incrível para quem quer fazer um almoço rápido com sua roupa informal super confortável depois de sair da piscina. Mas em todos os navios existe pelo menos um restaurante à la carte. Não deixe de ir! Ao contrário do que muitas pessoas pensam, eles não ficam abertos apenas durante o jantar; também é possível  tomar café da manhã e almoçar nele. As comidas costumam ser mais elaboradas e saborosas e a apresentação é um destaque a parte. O clima de um restaurante principal é muito mais aconchegante, não tem aquela correria e, dependendo do horário, filas do buffet.

6. Chegar nos portos sem saber o que fazer

Leia com antecedência quais são as atrações de cada porto e faça reservas de passeios ou veja onde ficam os melhores restaurantes, bares e lojas para ir por conta própria. As excursões podem ser do navio ou não, isso você é quem escolhe. As do próprio navio são mais caras mas oferecem a tranquilidade de garantir que você não irá chegar atrasado de volta no navio - se isso acontecer ele irá aguardar.
Chegar sem saber de nada que tem para fazer pode ser frustrante, enquanto outras pessoas que se programaram irão aproveitar ao máximo os destinos visitados.

Copyrigh© RG Cruzeiros. All rights reserved. Imagens e Textos com direitos reservados. Rodrigo Guerra

sábado, 30 de setembro de 2017

Como os Navios são Pesados?

Essa postagem é para responder a uma pergunta bem interessante que eu recebi: Você sabe como os navios são pesados?

Se pesquisar informações sobre um navio você irá encontrar, além de dados como comprimento, número de cabines e capacidade de passageiros, quantas toneladas aquele navio pesa.

Algumas respostas que você pode imaginar para essa pergunta é que cada peça é pesada e posteriormente todos os valores são somados, contando ou não com tudo o que está dentro do navio. Outra teoria seria que ele é colocado no mar e a quantidade de água que ele desloca é medida. Com isso o peso do navio é calculado.

Tecnicamente dizer que um navio pesa 100 mil toneladas não é correto, mas é como todos nós somos acostumados a dizer. O que acontece na verdade é que eles não são pesados. Os navios são medidos.

O valor que nós vemos é a Arqueação Bruta (Gross Tonnage ou GT, em inglês) do navio, calculada com base no volume total das áreas fechadas de uma embarcação. Essa medida é usada como referência para classificar os navios em ordem de tamanho, o que causa certa confusão. Ao ver que o MSC Meraviglia, por exemplo, mede 315 metros de comprimento e o Queen Mary 2, 345 metros, muitas pessoas concluem que o QM2 é maior, quando na verdade, devido à altura e a largura, o Meraviglia é maior: 167.600 GT vs 151.000 GT. O comprimento é usado para comparar iates e lanchas. Isso explica porque muitos dos mega iates têm proas enormes. Vale de tudo para ficar no topo da lista!

Como calcular

Acessei o site americano da Wikipedia, de onde também retirei os valores da tabela ao lado, para explicar como são feitos os cálculos baseados na Convenção Internacional de Medida em Toneladas de Navios.

Para isso são necessárias duas variáveis:

V -  o volume total em metros cúbicos do navio;
K - um multiplicador baseado no volume.

O valor de K varia de acordo com o volume do navio e é encontrado da seguinte forma:
K = 0,2 + 0.02 x log10(V)

Depois de calcular o valor de K, a arqueação bruta é encontrada multiplicando-se  K e V:
GT = K x V.

Um exemplo dado é o de um navio com volume total de 10.000m³ (V = 10.000):
K = 0,2 + 0.02 x log10(V)
K = 0,2 + 0,02 x log10(10.000)
K = 0,2 + 0,02 x 4
K = 0,28

Substituindo K e V na fórmula encontramos que:
GT = K x V
GT = 0,28 x 10.000
GT = 2.800 

Logo, um navio com volume total de 10.000 metros cúbicos tem 2.800 toneladas de arqueação bruta.
 
Copyrigh© RG Cruzeiros. All rights reserved. Imagens e Textos com direitos reservados. Rodrigo Guerra

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Cruzeiros no Caribe e Furacões: Tudo o que você precisa saber ‹ P&R #3 ›

Nos últimos dias vocês mandaram diversas mensagens pelo Direct, no Instagram, com perguntas sobre o terrível Furacão Irma, que devastou muitas ilhas do Caribe Leste e chegou até a Flórida.
Apesar de ser insignificante quando comparado às perdas materiais e de vida que milhões de pessoas enfrentaram, os furacões também afetam os diversos cruzeiros que circulam o ano todo por lá. Nesta terceira edição do Perguntas e Respostas eu vou esclarecer o que acontece em relação aos navios em uma situação dessa.

No mês em que eu vou viajar pode ter furacões no Caribe?

Furacão Irma. Créditos: NOAA/CIRA
A temporada de furacões no mar do Caribe vai, todos os anos, de Junho a Novembro. É raríssimo ocorrer a formação de um fora desses meses. Isso acontece porque a água do oceano está mais quente por lá nessa época do ano, o que alimenta os furacões. Eles sempre se formam em cima do mar, ganham força ao encontrarem águas com temperaturas mais elevadas e perdem força ao chegar em terra.
O problema das ilhas no Caribe é que muitas delas são pequenas e estão no meio do oceano, então os furacões praticamente não perdem força enquanto passam por elas. O Irma destruiu ilhas, como a de St. Maarten, ao passar por elas classificado como categoria cinco, a mais forte da escala, com ventos que chegaram aos 300km/h.
Esse é mais um motivo para sempre ter um bom seguro de viagem. Nessa situação é possível receber reembolso das passagens e do hotel que você tiver reservado. Como no dia 30 de agosto foi divulgado que a Irma, ainda classificada como uma tempestade tropical, deveria se transformar em um furacão nos dias seguintes, só os seguros contratados antes dessa data tiveram validade para esse tipo de ressarcimento. Quem paga por um seguro após o furacão já ser conhecido não tem cobertura, já que eles cobrem apenas imprevistos.

O navio pode ser atingido e afundar durante um furacão?

Quanto a isso, não tenha medo de reservar um cruzeiro nesse período de furacões. A rota e força deles são calculadas a todo momento, as pessoas são avisadas com dias de antecedência e os navios simplesmente mudam as suas rotas para um local seguro. Quem está em um hotel, por sua vez, fica ou preso nele ou tem que evacuar o local se uma ordem for dada pelo governo. E isso aconteceu com o Irma: o governador da Flórida mandou todas as pessoas que estavam no sul deixarem as suas casas e procurarem um lugar seguro mais ao norte. Inclusive muitos turistas daqui do Brasil que estavam lá ficaram sem saber para onde ir, então outros brasileiros que moram por perto, em especial na Georgia, ofereceram abrigo em suas casas depois de ser criado um grupo em uma rede social.
Mas lembre que o Irma foi um furacão fora dos padrões, um dos mais fortes da história. O normal é que as pessoas só fiquem em casa aguardando a passagem deles e que os estragos sejam pequenos pelas cidades. Então é, sim, seguro viajar de navio nesses meses e os preços são mais baixos que na alta temporada de cruzeiros.

O que acontece se eu tiver um cruzeiro reservado no Caribe e um furacão chegar lá?

Primeiro é preciso ver se a sua viagem é pelo South, Eastern ou Western Caribbean - Caribe Sul, Caribe Ocidental (Oeste) ou Oriental (Leste), respectivamente - e saber por onde o furacão irá passar. O Caribe que mais recebe furacões é o Leste, porque eles normalmente se formam como tempestades tropicais próximas à costa africana, atravessam o Oceano Atlântico ganhando força e, devido ao encontro de correntes de ar com sentidos contrários, passam a ser um furacão. Um cruzeiro no Caribe Sul, por exemplo, não é afetado por furacões com a rota do Irma porque ele não embarca na Flórida e os itinerários, principalmente os no sudoeste, ficam fora da área atingida.

Por causa do Irma, as companhias de cruzeiro alteraram ou cancelaram todas as viagens que estavam marcadas para o Caribe Leste. Quando o cruzeiro é cancelado as empresas reembolsam todo o valor pago pela viagem e oferecem um desconto de 25% em um futuro cruzeiro com a mesma companhia que venha a ser reservado dentro de um mês ou um ano, dependendo da empresa. Para aqueles que já estavam a bordo, os navios voltaram mais cedo para os seus portos de desembarque e foram dadas, pelas companhias que desembarcam em Miami e Fort Lauderdale, duas opções aos passageiros:
1) Quem quisesse desembarcar no porto poderia descer e receberia um reembolso equivalente aos dias restantes da viagem que precisaram ser cancelados. Também foi oferecido o desconto para um cruzeiro futuro;
2) Aqueles que não tivessem um lugar para ir ou preferissem continuar no navio poderiam ficar a bordo sem pagar a mais por isso. Como os portos de Tampa, Miami, Fort Lauderdale e o Port Canaveral (próximo a Orlando) precisariam ser fechados, os navios partiram para o Caribe Oeste, uma área segura por estar fora da rota do furacão. O que aconteceu foi que algumas viagens de uma semana, por exemplo, tiveram menos dias para alguns e duraram até dez dias para outros. Algumas companhias também ofereceram o desconto de 25% em uma próxima viagem para esses passageiros.

Quanto tempo depois do furacão os navios podem voltar a fazer os cruzeiros normalmente?

Isso depende da intensidade do furacão e de como ele afetou cada ilha.
St. Maarten, St. Thomas, Tortola e Key West foram tão destruídos que os portos estão fechados por tempo indeterminado.
A Norwegian cancelou todos os cruzeiros para o Caribe Leste que estavam marcados até Novembro; todos os passageiros estão sendo comunicados que as viagens serão alteradas para o Caribe Ocidental.
Segundo as últimas notícias, a Royal Caribbean deve continuar operando na região porém substituindo as ilhas que estão impossibilitadas de receber navios. St. Kitts e St. Croix são duas opções.
Outro fator que também vai atrasar a volta de alguns navios foi que a Norwegian e a Royal Caribbean mandaram alguns de seus navios para resgatar turistas ilhados nos locais mais afetados do Caribe e também levaram alimentos, água e gelo para os moradores locais.

Lembrando mais uma vez: o Irma foi um furacão com uma força fora do normal.

Copyrigh© RG Cruzeiros. All rights reserved. Imagens e Textos com direitos reservados. Rodrigo Guerra

domingo, 27 de agosto de 2017

Novos navios de cruzeiro com lançamento em 2017 e 2018!

2017

Outubro
Viking Sun - Viking Ocean Cruises
A Viking era uma companhia que operava apenas navios fluviais, navegando - com muito luxo - pelos principais rios europeus. Quando a empresa anunciou que iria ingressar no mercado de cruzeiros marítimos, com o início da construção do Viking Star no fim de 2013, os entusiastas reagiram de forma positiva. Desde então ela já opera o Star, Sea, Sky e está para receber o Sun em Outubro de 2017 e o Spirit em 2018. Os navios são destaque entre os cruzeiros de alto luxo e há até quem diga que eles oferecem a melhor e mais luxuosa experiência em um navio, concorrendo diretamente com Seabourn, Silversea, Crystal, Hapag-Lloyd e Regent Cruises. Todas as cabines dos cinco navios têm varanda e os passageiros ainda podem escolher uma excursão em todos os portos sem custo adicional.

Novembro
MSC Seaside - MSC Crociere
O primeiro navio da classe que leva o seu nome já está em fase final de construção no estaleiro de Fincantieri, na Itália. Esse é o primeiro navio da MSC a receber um nome em inglês (seaside significa beira-mar) e também será o primeiro a ter o ser evento de inauguração realizado fora da Europa. Depois de completo ele seguirá para Miami, seu porto base, e lá acontecerá a grande festa. Com um design inovador esse será o navio de cruzeiros com a maior proporção de áreas ao ar livre jamais vista na história da navegação, com o objetivo de colocar os passageiros mais próximos do mar. Ele será dedicado ao mercado norte-americano e navegará junto com o Divina, partindo de Miami.

2018

Março
Carnival Horizon - Carnival Cruise Line
O irmão gêmeo do Carnival Vista será chamado Carnival Horizon. O segundo navio da classe terá algumas pequenas modificações em relação ao projeto original. Na popa estendida, em relação à classe Dream, serão instaladas varandas com uma vista bastante privilegiada. Há um comentário geral circulando sobre como essas cabines devem vibrar e ser barulhentas por estarem em cima da sala de máquinas. Mas na verdade não são novas cabines sendo instaladas; no local já existem cabines externas, só serão adicionadas varandas a elas. Então se isso fosse um problema ele já existiria no Vista e em todos os navios da classe Dream. As viagens do Horizon terão o Caribe e as Bahamas como destino partindo do porto de Miami, Flórida.

Flying Clipper - Star Clippers
Esse é o mais diferente da lista. Isso porque ele é um navio a vela sendo construído no século XXI! Apesar de ser um navio do futuro ele tem design do passado, se inspirando nas grandes caravelas e nos atuais irmãos mais velhos que fazem parte da frota. Apesar de ser capaz de navegar usando apenas as suas velas, ele terá hélices que serão usadas quando a força do vento não for suficiente e para atracar nos portos.
A decoração a bordo é inspirada nos navios da era dourada da navegação e, no total, são mais de três mil metros quadrados de velas! A frota atual da Star Clippers conta com dois navios: Royal Clipper e Star Clipper. As viagens são bastante exclusivas e os passageiros são, em sua grande maioria, viajantes mais experientes.

Abril
Symphony of the Seas  - Royal Caribbean International
O mais novo maior navio de cruzeiros do mundo vai ultrapassar, como já é de costume, o seu irmão mais velho, o Harmony of the Seas, por uma pequena diferença na tonelagem de arqueação bruta. Mas qualquer coisa a mais já é o suficiente para levar o título. As últimas atrações da classe Oasis, da Royal Caribbean, estarão presentes nele, como o Ultimate Abyss, um tobogã de 10 andares; o Bionic Bar, onde os drinks são servidos por robôs; e as pulseiras inteligentes que funcionam como o Cruise Card. O Symphony of the Seas será o primeiro Oasis a ter Miami como porto base. A Royal Caribbean está construindo um terminal imenso para suportar o trânsito de mais de 12.000 passageiros por dia e projetos de alargamento do local de manobra do porto precisaram ser feitos.
 
Norwegian Bliss - Norwegian Cruise Line
O mês de abril será marcado pelo lançamento de outro gigante. O Norwegian Bliss é uma variação da classe Breakaway-plus e será dedicado a cruzeiros pelo Alasca, o que explica a arte do artista Wyland pintada no casco. Esse será, inclusive, o maior navio a navegar pela região. Seu projeto é muito parecido com o do Norwegian Joy, que foi construído especificamente para o mercado asiático.
Durante o verão no norte ele fará viagens pelo Alasca e no inverno, quando tudo fica gelado demais lá em cima, ele partirá para Miami, de onde fará viagens com destino ao mar do Caribe. Dentre as atrações ele levará pela primeira vez aos EUA uma pista de kart em alto-mar, algo encontrado apenas no Norwegian Joy.

Maio
MSC Seaview - MSC Crociere
O gêmeo do MSC Seaside já está em alta nas conversas entre os brasileiros apaixonados por cruzeiros! Na semana passada ele foi flutuado pela primeira vez e a sua vinda para o Brasil no fim de 2018, quando ainda estiver com poucos meses de construção, está confirmada. Ele terá partidas do porto de Santos durante a temporada 18/19 e já foi assunto de uma publicação aqui no site: confira mais sobre o maior navio a navegar pelos mares brasileiros clicando aqui.
 
Seabourn Ovation - Seabourn Cruises
Gêmeo do elegantíssimo Seabourn Encore, o Ovation também chega para concorrer com os líderes do mercado de cruzeiros de alto luxo.
Tanto o design externo quanto interno chamam a atenção e os serviços de atendimento, as refeições e o luxo por todos os lados são um destaque. Uma exclusividade com alto preço mas que recebe vários prêmios de revistas e sites especializados em cruzeiros. A alta proporção de tripulantes por passageiros, as espaçosas cabines, refeições de alto padrão e a sensação de espaço a bordo são sempre elogiados nos navios da Seabourn Cruises. A companhia costuma incluir o Brasil nas suas viagens mais longas, então podemos esperar uma visita dele nos próximos anos em alguns dos nossos portos.

Junho
Viking Spirit - Viking Ocean Cruises
O quinto irmão da família Viking Ocean :)

Dezembro
Nieuw Statendam - Holland America Line
Esse será o segundo integrante da classe Pinnacle, que já conta com o Koningsdam. Os dois são os maiores navios da HAL e têm a missão de manter a "Assinatura de Excelência" que a companhia promete entregar a todos os passageiros, mesmo em navios de grande porte. A decoração clássica complementada com alimentação e serviços premium tornam os navios da companhia bastante diferenciados, ficando no nível de empresas como Princess e Celebrity. Durante a temporada 2018/2019 ele ficará baseado no tradicional porto Everglades, em Fort Lauderdale (Flórida), de onde vários navios da empresa já navegam.


Celebrity Edge - Celebrity Cruises
Há um bom tempo o mercado de cruzeiros estava esperando o projeto Edge, da Celebrity, ser apresentado. Ao chegar ele provou que a ansiedade tinha um motivo. Posicionado na mesma faixa de tamanho da classe Solstice, o Celebrity Edge será o navio de grande porte mais diferente que você verá por um bom tempo. Ele possui um elevador laranja multifuncional do lado direito, chamado de Magic Carpet, que anda por 14 decks e funciona como um bar, um restaurante ou ainda um píer para embarcar e desembarcar os tenders. Além disso ele terá as Edge Villas, seis cabines de dois andares na frente do navio, e jardins enormes no deck superior. As cabines com varanda terão uma parede de vidro do chão ao teto que poderá ser aberta pela metade, o que aumentou o espaço da cabine. Já em Dezembro ele estará em Fort Lauderdale fazendo viagens para o Caribe Leste e Oeste.
 


Todas as imagens são renderizações para divulgação das respectivas companhias de cruzeiros.
Copyrigh© RG Cruzeiros. All rights reserved. Imagens e Textos com direitos reservados. Rodrigo Guerra