domingo, 12 de agosto de 2018

Reservou uma cabine interna? Estas 3 dicas são para você:

Escolher uma cabine interna é ótimo para economizar na hora da reserva e usar essa economia com comidas, bebidas, atividades complementares e excursões. Aqui estão algumas dicas para aproveitar ao máximo o seu quarto flutuante!

1. Organizar tudo e guardar as malas embaixo das camas
Essa dica serve para qualquer categoria de cabine, mas especialmente para as internas, as menores do navio. Você vai precisar organizar as suas coisas, já que não dá para perder espaço com uma mala aberta no chão.
No primeiro dia, quando você ainda vai estar meio perdido no navio, tire tudo que puder da mala e arrume no guarda-roupas, penteadeira, criado-mudo, banheiro e cofre. Depois disso coloque as malas com cadeado debaixo das camas, podendo deixar nelas objetos que não vá usar constantemente. Esses grandes espaços muitas vezes passam despercebidos.
Organizar tudo no primeiro dia é bom porque a gente quer sempre passar pouco tempo na cabine durante o dia, muito menos do que em uma com varanda, que te convida para sentar e ouvir o som do mar. Ter tudo arrumado deixa o ambiente mais agradável, fácil de encontrar as coisas e permite você tomar um banho e sair mais rápido, o que torna a experiência muito melhor, valendo demais a economia. Se estiver tudo bagunçado você vai querer sair correndo dela.

2. Ligar a TV na Webcam
Como você não tem uma janela, crie uma. Todos os navios possuem um sistema interno de televisão, inclusive com acesso a canais de TV a cabo. Ligue, deixe o volume no zero e coloque no canal de uma das webcams, assim você poderá saber como está o tempo lá fora, ver se o navio já atracou e diminuir a sensação de confinamento. Acredite, isso ajuda muito! Em uma cabine interna o dia e a noite são exatamente iguais, não passa um raio de sol sequer, então as câmeras permitem ter uma visão de fora.
Se você não se sentir confortável com a escuridão total, acenda a luz do banheiro e deixe a porta entreaberta quando for dormir.

3. Colocar um Alarme
Em uma publicação anterior eu já falei sobre isso. Se não quiser perder a manhã toda e entrar pela tarde dormindo, coloque um alarme para te acordar. Não precisa ser apenas para acordar cedo; mesmo que seja para as 10 da manhã, coloque.
Acordar e ver o quarto completamente escuro faz com que você pense que ainda está de madrugada. O resultado é que você ou volta a dormir em ciclos sem fim ou pega seu celular para ver a hora toda vez que acordar. O resultado é que você irá estar sempre preocupado em ver se é noite ou dia, o que atrapalha o sono. Saber que o despertador vai te acordar permite uma incrível noite de sono no escuro que só uma cabine interna tem.

Extra
As cabines internas são as mais estáveis dos navios. Como não estão dos lados do navio, o balanço lateral, caso os estabilizadores estejam desligados ou o mar esteja muito violento, são quase imperceptíveis. Uma cabine interna na área central do navio e em um andar baixo é a localização perfeita para quem tem medo de enjoar.

Você tem alguma dica ou experiência para compartilhar? Use o espaço para comentários abaixo!

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sexta-feira, 27 de julho de 2018

É permitido fumar a bordo dos navios de cruzeiro?

Imagem: AP Photo/The Jamaica Observer
Na madrugada de 23 de março de 2006 os passageiros do navio americano Star Princess foram surpreendidos pelo temido alarme de emergência geral. O motivo foi o fogo que estava se alastrando por varandas no meio do navio. Todos os passageiros e tripulantes foram orientados a ir com seus coletes salva-vidas para os seus pontos de encontro de emergência e, mais tarde, começaram a embarcar nos botes em um processo de evacuação do navio, que foi logo interrompido porque o sistema automático de combate a incêndios e os bombeiros do navio conseguiram extinguir o fogo. O resultado foi um passageiro morto e centenas de cabines queimadas.
As perícias indicaram que um cigarro jogado de uma das varandas do Star Princess foi levado pelo vento de volta para o navio e atingiu uma das divisas de plástico das varandas, iniciando o incêndio que rapidamente atingiu grandes proporções. Além da imprudência de quem jogou, foi criticado o uso de um material tão inflamável (policarbonato) em uma área aberta onde não havia esguichos automáticos de combate ao fogo.
Desde então as regras globais para fumo a bordo tornaram-se ainda mais restritivas e o não cumprimento passou a ter punições mais severas. Durante a reforma milionária do Star Princess foram adicionados pulverizadores em todas as varandas e o policarbonato das divisas entre elas foi substituído por materiais não inflamáveis, ditando novas regras para a indústria dos cruzeiros.

Entendendo que as restrições vão além do incômodo gerado pelo cheiro e elementos tóxicos da fumaça, é preciso que os fumantes prestem bastante atenção às regras de cada companhia de cruzeiros sobre consumo de cigarros, charutos e cachimbos a bordo.
Nos navios que operam aqui no Brasil, a MSC Cruzeiros possui fumódromos em bares e lounges (claramente sinalizados), proibindo fumar nas demais áreas públicas e nas cabines, inclusive na varanda. O mesmo vale para cigarros eletrônicos. A Pullmantur também não permite o fumo nas cabines, mas vai além e proíbe em todas as áreas fechadas dos navios. Apenas em algumas áreas abertas e bem sinalizadas é permitido. A Costa Cruzeiros é a empresa que permite fumar em mais áreas dos seus navios. Além de lounges com áreas dedicadas, como na MSC, e em algumas áreas abertas, a Costa também permite fumar na varanda das cabines e suítes.
A Norwegian Cruise Line e a Celebrity, por exemplo, cobram uma taxa de limpeza de 250 dólares se for identificado cheiro de cigarro na cabine. Danos causados pela ponta de cigarro em estofados, toalhas ou quaisquer objetos da cabine também serão cobrados na conta. A Princess, mesmo depois do incêndio, permite fumar no Cigar Lounge, em partes dos seus clubes e cassinos, em áreas dos decks abertos e apenas cigarros eletrônicos na cabine, mas não na varanda. Essas permissões podem ser justificadas pelo perfil dos passageiros que viajam com essa companhia. Em todos os navios de cruzeiro do mundo os comandantes têm autoridade para expulsar qualquer passageiro infrator, cabendo a ele todos os custos para voltar à sua casa. Em geral, um passageiro que é flagrado pela primeira vez fumando em um local proibido paga uma multa, sendo notificado pelos oficiais. Se ocorrer novamente, ele já é expulso.

Então considere que é proibido fumar em todos os lugares a bordo onde não há indicação de permissão. Em muitos navios o cassino é um local permitido, mas apenas quando você estiver jogando. A venda, posse e consumo só são permitidos para maiores de idade - 18 ou 21 anos, dependendo da armadora. Consulte a recepção antes de acender inclusive um cigarro eletrônico e você não terá problemas.

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sábado, 14 de julho de 2018

O que é uma "Cabine Garantida" em um cruzeiro?

As Cabines Garantidas, oferecidas por diversas companhias, são uma opção diferente de reservar seu cruzeiro. Fechando sua viagem dessa forma a armadora está te dizendo:
Reserve uma categoria que você puder e eu te garanto que você vai ter uma cabine para ficar durante o seu cruzeiro. Eu só não sei ainda em qual. Vou organizar e depois te digo.
É como, em uma escala menor, comprar uma passagem de avião sem saber em que assento ou classe vai ficar. A MSC adota isso na categoria Bella e a Costa na Tarifa Basic. Devido a essa incerteza sobre a cabine onde você vai ficar, existem duas vantagens e uma desvantagem. Vamos falar sobre elas:

Vantagem 1: Você paga menos pela sua cabine
Quem opta por pagar pelo valor normal da categoria selecionada pode escolher o número da cabine que vai ficar durante a viagem, pagando mais em comparação a uma cabine garantida. Nisso você pode escolher uma localização preferida e ficar perto de amigos ou familiares que tiverem feito reservas separadas. Então a garantida é uma boa forma de economizar se você não se importar de ficar em qualquer lugar do navio.

Vantagem 2: Você ficará na categoria que pagou ou acima
Essa é certamente a melhor parte. Imagina a surpresa de você pagar um valor abaixo do normal por uma cabine interna e, ao receber seu voucher, descobrir que ficou em uma cabine com varanda sem pagar nada a mais por isso? Não é difícil acontecer isso!
Se a categoria que você pagou for completamente vendida a companhia vai te colocar em uma acima. Se a acima vender também você será colocada em uma acima, o que é bom para a empresa, já que ela pode vender para passageiros que só querem uma cabine específica, e ótimo para nós passageiros, que podemos ter upgrades grátis.
No exemplo do avião, que eu dei no começo da publicação, se uma companhia aérea adotasse esse mesmo método de reserva seria extremamente difícil pagar pela "Econômica Garantida" e passar por dois upgrades, da Econômica para a Primeira Classe, pulando a Executiva. Já em um cruzeiro é diferente. Como os navios mais novos possuem muito mais cabines com varanda do que internas e externas, as chances de upgrade são grandes.

Desvantagem: Você ficará em qualquer lugar do navio
Já sabemos que o meio do navio, assim como em um ônibus, é a área mais estável quando ele começa a balançar. Os decks mais altos na frente e atrás balançam bem mais. Se tiver problema com enjoo, você não poderá optar por uma área mais tranquila do navio. Além disso, poderá ficar com uma cabine que sobrar; aquela que ninguém quis comprar. Então pode ter o azar de ficar muito longe dos elevadores, ficar em uma área mais barulhenta e com vibração (como próximo aos motores) ou embaixo de áreas públicas com muito movimento durante a noite, por exemplo.

Reservar uma cabine garantida é como um jogo; o resultado é incerto. A MSC, inclusive, costuma chamar isso de Tarifa Super Bingo. Mas pela economia vale a pena e você nunca ficará em uma categoria abaixo da que foi paga. Porém é preciso fazer a reserva com antecedência porque o número de cabines é limitado.
Lembre: a melhor cura para a depressão pós cruzeiro é reservar o próximo.
Sabendo dessa dica ficou ainda mais fácil reservar a sua próxima viagem em alto-mar! Bon voyage!

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domingo, 10 de junho de 2018

O que você vai ter a mais de gastos em um cruzeiro marítimo?

Depois de reservar o cruzeiro e pagar todo o valor da viagem eu ainda vou ter gastos extras a bordo?
Ao fechar um pacote de cruzeiro, tanto por agência de viagens quanto pelo site da companhia de cruzeiros, você vai pagar pelo valor por pessoa, de acordo com a categoria da cabine escolhida, somado às taxas portuárias e de serviço - note que essas taxas podem não estar inclusas no primeiro valor que você ver no site, aparecendo apenas no montante final. Somado a isso você poderá ter, dependendo de onde morar, gastos com passagens aéreas e traslados até o porto.

Depois disso você terá pré-pago praticamente tudo, o que faz um cruzeiro ser uma viagem sem surpresas no cartão de crédito a partir desse momento. Aqueles gastos quase obrigatórios que surgem durante uma viagem por terra - como táxi, refeições, ingressos... - não vão te incomodar enquanto estiver relaxando em alto-mar, tornando-se meros opcionais.

Porém, contrariando o que muitas pessoas ainda pensam, os navios não são all-inclusive. Aqui no Brasil apenas um, o Pullmantur Sovereign, opera regularmente com esse sistema, ou seja, ele inclui também as bebidas sem custo adicional. Os demais navios só incluem, em quase todos os restaurantes, as comidas; fora isso apenas água, café, leite e chá no buffet.

Mas para quem quer viver uma experiência mais completa, sem ficar apenas com o básico já incluso, é possível pagar a mais e ter alguns serviços bastante convidativos. Conheça as principais tentações para gastar um pouco a mais durante o seu cruzeiro:

REFEIÇÕES
Oriental Plaza Restaurant no MSC Magnifica (pago)
Em um navio com cinco restaurantes, por exemplo, geralmente um ou dois são pagos, os chamados Restaurantes de Especialidades. Neles você encontrará um cardápio e chef diferenciados, oferecendo refeições mais bem-preparadas e com ingredientes mais selecionados. As opções disponíveis costumam ser restaurantes asiáticos, de massas, churrascarias, ou de cozinha internacional. Geralmente é preciso fazer reserva.
Sorvetes, milk shakes, bebidas com café, alcoólicas, água engarrafada e refrigerantes também são pagos separadamente, mas alguns navios também incluem máquinas de sorvete com casquinha onde é possível servir-se à vontade sem custo adicional. Para quem planeja consumir muitas bebidas, existem pacotes para isso. Clique aqui para ler sobre eles.
Se quiser economizar, você pode comer apenas nos restaurantes inclusos, o que quase todo mundo faz, e consumir a água e café disponibilizados gratuitamente no restaurante buffet!

INTERNET
Esse pacote é contratado pelo próprio celular nos navios Costa.
É possível escolher outros pelo site também
Como já respondido em uma publicação aqui no site, o sinal do seu celular não vai chegar até o navio quando ele estiver em alto-mar. Geralmente depois de uma hora desde a partida do porto já não é mais possível conseguir sinal das antenas em terra. Para fazer ligações é preciso pagar pelo roaming internacional extremamente caro ao se conectar às antenas dos navios, que têm conexão via satélite. Então desative sempre o roaming e depois que perder sinal deixe em modo avião. Isso também economiza bateria, uma vez que o celular não ficará procurando por sinal.
A única solução economicamente viável é usar o WiFi do navio, que pode ser comprado antecipadamente, pelo site da companhia, ou a bordo. Existem pacotes de internet com valores muito variados, mas o preferido costuma ser o para redes sociais, permitindo acessá-las ilimitadamente para fotos, mensagens e vídeos a um custo médio de cinco dólares por dia. Consulte as demais opções no site da empresa que você vai viajar para ver os preços.
Quer economizar? Se desconecte do mundo e relaxe! Se for preciso, use a internet quando estiver nas cidades.

LAVANDERIA
Para um cruzeiro de uma semana você provavelmente não precisará usar serviço de lavanderia, mas com viagens mais longas, de duas semanas pela América do Sul ou 20 dias até a Europa, isso pode se tornar necessário.
O uso da lavanderia é pago por peça lavada. Um tripulante leva as roupas solicitadas, lava-as e devolve passadas e dobradas. Existe um menu com os preços de cada item, mas a lavagem de uma camisa costuma custar por volta de 3 dólares.

EXCURSÕES
Ao chegar em um porto você tem a opção de ficar no navio, descer para conhecer a cidade por conta própria (sem pagar nada mais por isso) ou de participar de uma excursão do navio ou de qualquer outra contratada pela internet ou em uma agência de viagens. Estas excursões são sempre muito mais baratas que as compradas no navio e vão até buscar os turistas no porto. Apesar de ter uma vantagem no preço, essas excursões não têm a segurança das compradas com a companhia, que garantem a espera do navio caso, por qualquer motivo, ocorra um atraso na volta. Lembre que os navios, assim como os aviões, têm uma hora para sair. Então não vá longe demais sem considerar o tempo de volta.

Fora esses custos considere os tratamentos no SPA, que são bem caros; as compras nas lojas duty free a bordo, que têm preços bem convidativos; e os jogos do Cassino. Vale dizer que a compra de fichas para o cassino geralmente só é possível com dinheiro, não sendo permitido comprar com o seu cruise card.
Então: gastar a mais ou não depende de você. As festas, piscinas, shows, academia, toboáguas, vários dos restaurantes, visitas às cidades e tantas outras coisas já estão inclusos. Mas que fazer algumas compras a mais é muito bom, isso não dá para negar! Boa viagem!

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domingo, 29 de abril de 2018

É permitido levar o seu drone para um cruzeiro?

Os drones estão cada vez mais acessíveis e populares, principalmente entre os viajantes que querem ter imagens únicas dos lugares que visitam e até mesmo da sua própria cidade. Mas surgiu uma dúvida: "eu posso levar meu drone para um cruzeiro?" É sobre isso que vamos conversar agora.

Imagem: Reprodução/Dji
Se procurar nos termos e condições das companhias de cruzeiros você terá dificuldade de encontrar - ou não encontrará - uma resposta para essa pergunta. Apesar de os drones já estarem nas mãos de uma quantidade bastante considerável de pessoas, as empresas ainda não se preocuparam em deixar claras as regras sobre a entrada deles nos navios. Mas a resposta, em geral, é boa. Sim, em praticamente todos os navios é permitido embarcar com o seu drone, mas existem restrições.

Dependendo da companhia podem acontecer duas situações: ou você terá que deixar o drone guardado dentro da caixa na sua cabine ou ele será guardado pelos oficiais em um local próprio assim que entrar no navio. Isso acontece porque não é permitido levantar voo com ele no navio, apenas quando estiver em terra. As razões para isso podem ser várias: pela privacidade dos passageiros, risco de as hélices baterem em algum fio do navio, interferências... Além disso existem riscos muito grandes de perder o drone em alto-mar, uma vez que os ventos são muito fortes - uma situação na qual as próprias empresas que produzem os drones não recomendam o uso. Há também relatos de falha no sinal ao decolar de uma mesa de metal - lembre que os navios são uma caixa de metal - e existe a questão de o navio estar em movimento, o que pode dificultar muito o pouso e acabar batendo em uma pessoa, além de fazer com que a função de o drone voltar automaticamente para onde ele decolou, se perder o sinal, não funcione.
Então se você levar e pedirem para deixar na sua cabine, deixe. Nem ande com ele pelo navio porque você pode ter problemas com os oficiais e até ser expulso do navio.

Quando o navio chegar em um porto você poderá pegar o seu drone na cabine e levar consigo ou pedir para que o oficial responsável por guardar esses objetos te entregue na saída. É um processo rápido e sem burocracias. A partir daí você poderá filmar e tirar fotos aéreas do navio e do destino onde estiver, mas preste atenção a uma coisa mais: Cada local tem suas regras em relação ao voo. Antes de viajar verifique em que áreas das cidades aonde você vai é permitido decolar drones. Perto de aeroportos, por exemplo, é proibidíssimo. Há também alguns relatos, como o de um seguidor no Instagram, de os oficiais confiscarem o drone e só devolverem no fim da viagem. Como não existe uma regra bem definida por muitas companhias, às vezes a decisão tem que partir do próprio tripulante, então, se ele não estiver seguro, pergunte a outros funcionários se realmente não é permitido usar durante a viagem, eles podem ter uma orientação dada pelo capitão.
Você não será impedido de embarcar em um navio se estiver com um drone, ele será guardado por você ou pelos oficiais, mas a permissão para usar ainda não é certa. Se puder, lembre das regras acima!

Atualização:

Em resposta à publicação, através da Engaje Comunicação, sua representante no Brasil, a Pullmantur mandou a seguinte nota (em espanhol) ao RG Cruzeiros sobre o uso de drones nos seus navios:
"Os portos e países são os que terminam autorizando ou não o uso dos drones tanto no porto, quando o navio atraca, quanto nos destinos. Quanto a gravar o navio navegando, a permissão deve ser concedida pelo capitão, se ele perceber que não compromete o funcionamento e segurança do navio quando estiver em navegação e se solicita a permissão com um memorando a Pilar Yague e a operações Pullmantur com as especificações do equipamento, diretrizes de gravação e operadores ou técnico que o usará. Se as imagens são para um terceiro, TTOO, agência, programa de TV ou meio de comunicação deve firmar um contrato ou acordo de uso de imagens com um seguro por danos."
A MSC e a Costa, que também operam cruzeiros regulares no Brasil, ainda não se pronunciaram sobre o tema.

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terça-feira, 20 de março de 2018

Quais as diferenças entre as opções de Experiências da MSC e as Tarifas da Costa?

Na hora de comprar o seu cruzeiro com a MSC ou a Costa você chegará em uma etapa da reserva que vai precisar escolher a sua Experiência ou Tarifa, respectivamente. Uma mesma categoria de cabine possui diferentes preços que entregam mais ou menos benefícios.
Entenda cada uma delas e escolha a melhor opção para você!

MSC
Experiência BELLA
Experiência FANTASTICA
Experiência WELLNESS
Experiência AUREA
Experiência YACHT CLUB

COSTA
Tarifa BASIC
Tarifa COMFORT
Tarifa DELUXE

Experiência BELLA (MSC) e Tarifa BASIC (COSTA)

Essas são as experiências/tarifas perfeitas para quem prefere economizar na hora de reservar o cruzeiro abrindo mão de alguns mimos e de escolher a localização da cabine, por exemplo.
Pagando os menores valores disponíveis você vai estar escolhendo apenas a categoria da sua cabine (Interna, Externa ou com Varanda) e a companhia vai te colocar na escolhida - se sobrar - ou em uma categoria superior - se a que você pagou tiver sido totalmente ocupada. A desvantagem disso é que não é possível escolher uma localização no meio do navio e nos decks mais baixos, por exemplo, onde balança menos. Os passageiros dessa tarifa ficam com uma cabine mais simples que sobrar dentro das que fazem parte daquela experiência.
Apesar disso, todo o entretenimento, buffet e restaurantes principais são inclusos no valor e também existe o acúmulo de pontos no Costa Club ou MSC Voyagers Club.

Experiência FANTASTICA (MSC)

Pagando um pouco mais por passageiro por noite você poderá passar para a experiência seguinte da MSC, a Fantastica. Nela é incluso o serviço de quarto 24 horas, podendo pedir seu café da manhã na cabine sem pagar nada mais por isso. O serviço está disponível na experiência Bella, porém é cobrada uma taxa. Os passageiros dessa experiência também têm 50% de desconto nas aulas do Fitness Center e de personal trainer e as crianças podem participar de aulas de culinária e idioma sem pagar por isso.
Além disso é possível escolher a cabine desejada e ter prioridade na confirmação do turno de jantar escolhido.

Experiência WELLNESS (MSC)

A Wellness foi criada pensando nos hóspedes adultos que gostam de cuidar da saúde. Ela inclui um check-up com a equipe médica, aulas de ginástica, kit com camisa, shorts, toalha e aparelho fitness, excursões exclusivas, aulas diárias de fitness, um energético por dia no minibar da cabine e água engarrafada grátis. Nos navios da classe Lirica, Seaside e Meraviglia os hóspedes podem jantar com horário livre, dentro do horário de funcionamento de cada restaurante.

Experiência AUREA (MSC)

Disponível a artir das cabines com varanda, a Aurea entrega as mesmas vantagens da Bella e Fantastica e ainda pacote de bebidas all-inclusive; embarque prioritário; coquetel de boas-vindas; jantar em uma área exclusiva do restaurante; pacote com massagem e livre acesso à área termal durante todo o cruzeiro; kit de produtos de beleza na cabine; roupão e pantufas; e acesso ao solarium exclusivo.

Tarifa COMFORT (COSTA)

A segunda tarifa da Costa inclui a opção de escolher entre as cabines standard (Classic) ou com posição privilegiada (Premium). Na primeira também será incluído o pacote de bebidas Pranzo & Cena (com uma seleção de vinhos, cervejas, sucos e refrigerantes ilimitadaos, servidos no copo durante todos os dias no almoço e jantar) e nas cabines Premium o pacote Brindiamo (inclui as bebidas no copo a qualquer hora do dia: cafés, cappuccinos, refrigerantes, cervejas, drinks populares e  uma  seleção de vinhos e licores). Os hóspedes dessa tarifa também ganham mais pontos no Costa Club.

Tarifa DELUXE (COSTA) 

A tarifa mais cara da Costa é para os hóspedes que querem se hospedar nas suítes. Elas são mais espaçosas, possuem um restaurante exclusivo, mordomo e permitem acesso ao spa durante um dia inteiro. Também está incluso o pacote ilimitado de bebidas Intenditore, com rótulos diferenciados de licores e espumantes, bebidas de até 9 dólares servidas no copo, bebidas do minibar e servidas na cabine.

Experiência YACHT CLUB (MSC)

Não disponível nos navios da classe Lirica (MSC Armonia, Sinfonia, Lirica e Opera) e Musica (MSC Musica, Orchestra, Poesia e Magnifica)

O Yacht Club é verdadeiramente uma experiência diferenciada. Eu já escrevi uma publicação mostrando quais são as vantagens desse Navio dentro de um navio. Em vez de fazer uma breve descrição aqui é melhor mostrar logo tudo, né? Então clique aqui para ler!

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Uma análise dos cruzeiros no Brasil: Por que está dando errado?

No dia 21 de dezembro de 2017 eu estava assistindo à transmissão ao vivo em Miami do evento de nomeação do mais novo navio da MSC, o MSC Seaside. Durante a cerimônia de inauguração o prefeito da Grande Miami, Carlos Giménez, subiu ao palco e fez um breve discurso agradecendo à empresa pelo grande investimento feito na Capital Mundial dos Cruzeiros e deu algumas informações sobre a importância daquele porto para a região. Confira estas partes que chamaram a minha atenção:
"[...] O nosso porto marítimo contribui com bilhões de dólares todos os anos para a economia local; mais de 40 bilhões de dólares. Inclusive ele é o segundo maior gerador econômico da Grande Miami, na área sul da Flórida. Ele diretamente ou indiretamente é responsável por mais de 300 mil empregos aqui nessa área. Isso é o quão importante esse porto é para nós. Isso mostra o quão importante é para nós mantermos a nossa marca da Capital Mundial dos Cruzeiros e também estamos aumentando a nossa capacidade e trânsito de carga [...] E é por isso que nós investimos tão pesadamente tanto no aeroporto quanto no porto marítimo, porque eles são os dois maiores geradores econômicos da região e a vida de centenas de milhares de pessoas e o bem-estar delas dependem da competitividade e da viabilidade desses dois portos. [...]"
Em dezembro de 2013 eu escrevi uma publicação falando sobre a preocupante situação do mercado de cruzeiros no Brasil naquela época, prevendo uma queda na quantidade de navios nos próximos anos (eram nove na temporada 2013/2014) devido à indiferença dos Governos em relação a esse importante setor econômico. Os problemas que davam base a essa previsão eram a infraestrutura insuficiente e o custo de operação abusivo. Infelizmente hoje, mais de quatro anos depois, isso se confirmou e apenas seis estão navegando por aqui agora. De 2004 a 2010 a quantidade de navios mais que triplicou aqui no Brasil e em 2017 nós voltamos para o mesmo número de 2004. Mais triste ainda é que os mesmos problemas continuam. Diversos dos mesmos Calcanhares de Aquiles - no plural - estão muito bem instalados há décadas neste país.

Ver Miami e tantos outros destinos, como Emirados Árabes Unidos e China, investindo pesado para atrair mais navios enquanto o Brasil faz de tudo para expulsar as "galinhas dos ovos de ouro" é no mínimo revoltante.

E não é só para os cruzeiros que a péssima gestão traz consequências negativas. Os investimentos feitos em Miami, como comentado por Carlos Giménez no evento, também são voltados para o trânsito de cargas, sendo ele o responsável pela maior parte da receita. Aqui no Brasil temos o  histórico problema, desde o governo de Juscelino Kubitschek, do uso excessivo das rodovias para praticamente todo o transporte terrestre. Os caminhões, em vez de transportarem  para um trem, levam os containeres até o destino final, degradando as estradas, aumentando o trânsito e tornando o frete mais caro e demorado. Isso é um dos motivos que está levando grandes porta-containeres a ficarem até meses ancorados na frente do porto de Santos enquanto esperam o lento processo de descarregamento e carregamento dos demais navios ser concluído para terem um berço de atracação disponível.

Somado a isso, os navios de carga estão encontrando problemas até para entrar em alguns portos. O porto do Recife, um dos mais importantes para a entrada e saída de mercadorias do Brasil para a Europa e os EUA, é um exemplo disso. Há anos foi solicitado do Governo Federal recursos para os projetos já prontos de dragagem e parece que só agora, no fim de 2018, com recursos do Ministério dos Transportes, vamos ver essas obras sendo realizadas. O problema é que a área do porto está tão assoreada - a última dragagem foi feita em 2012 - que os navios maiores não conseguem mais entrar no porto totalmente carregados, então as empresas precisam carregá-los com apenas parte da sua capacidade usada ou trazer navios menores, o que encarece todo o processo. “Atualmente, navios que poderiam carregar até 50 mil toneladas de açúcar deixam o estado com 30 mil toneladas e seguem para completar o carregamento em outros estados nordestinos”, disse Carlos Vilar, presidente do porto do Recife, à Folha PE.

Enquanto nós não conseguimos recursos sequer para fazer o básico, manter os portos operáveis, vamos voltar a falar do assunto que me fez escrever esta publicação: o porto de Miami.
Novo terminal da RCCL terá 15800 metros quadrados.
A Royal Caribbean International é a companhia dona da classe Oasis, aquela com os maiores navios de cruzeiro do mundo, passando das 220 mil toneladas de arqueação bruta cada. Hoje nem o porto de Miami tem capacidade de receber um navio desse tamanho, mas a Royal demonstrou, há alguns anos, interesse em operar um de seus navios dessa classe por lá. Os governantes daquela área, o Condado de Miami, imediatamente se mostraram prontos a criar todas as condições necessárias para recebê-lo. O resultado é que neste momento está sendo construído um terminal de cruzeiros no valor de 247 milhões de dólares, com recursos da Royal Caribbean, para suportar a classe Oasis, e o governo de Miami desembolsou 15 milhões de dólares para construir novas ruas até o terminal e cuidar de toda a área ao redor dele.
O resultado dessa parceria público-privada é que, apesar de o governo estar "gastando" tanto dinheiro agora, esse terminal irá movimentar 1,8 milhão de turistas anualmente e terá um impacto previsto de 500 milhões de dólares na área e a criação de 4 mil novos postos de trabalho. Com uma taxa de 5,5 dólares por passageiro, o governo terá uma receita de 9,5 milhões de dólares por ano. Desembolsar quantias como essa para operações desse tipo não é um gasto, é um investimento com resultados rápidos. Na temporada 2010/2011 no Brasil, quando tínhamos 20 navios, a Fundação Getúlio Vargas e a ABREMAR fizeram um levantamento do impacto econômico dos cruzeiros e chegaram ao resultado de que "os impactos totais (diretos e indiretos dos armadores e dos cruzeiristas) foram de R$1,4 bilhão, sendo R$893,5 milhões gerados pelos gastos dos armadores com compras de suprimentos, custos portuários e combustíveis e R$522,5 milhões gerados pelos gastos dos cruzeiristas nos portos de embarque/desembarque e de trânsito." Apenas o comércio varejista e o setor de alimentos e bebidas brasileiros tiveram receita de 327,7 milhões de reais durante essa temporada; somado a isso, 12,5% dos quase 800 mil passageiros eram estrangeiros, o que traz divisas para o Brasil e fortalece a imagem do país como um destino de viagem.

Créditos: Abremar/FGV. Clique para ampliar
Outro ponto que continua ameaçando a volta dos navios ao Brasil são as famosas taxas portuárias e o custo geral de operação. Todos já sabemos que muitos dos nossos portos têm as taxas de atracação e embarque/desembarque de passageiros mais caras do planeta, inclusive o primeiro lugar é nosso: Salvador. Além disso, tudo o que é necessário para a operação de um cruzeiro também é caro por aqui! Desde os alimentos ao combustível do navio, tudo custa mais que diversos outros destinos ao redor do mundo e quase tudo é de qualidade inferior; por isso que muitas pessoas percebem que as refeições em um navio da mesma companhia são melhores nos EUA do que no Brasil.
Nós estamos acompanhando vários destinos novos surgindo, como a China, que investiram em infraestrutura, cortaram custos para as operadoras e lançaram diversos incentivos para que as empresas levassem seus navios para lá. Resultado: diversas companhias estão até construindo novos navios especificamente para o mercado chinês. E o Brasil, com essa política econômica, está perdendo espaço para eles também. Vale mesmo a pena ganhar agora n vezes mais com taxas portuárias abusivas mas amanhã os navios partirem daqui justamente por causa disso?
Outra questão  que ainda persiste é a trabalhista: a necessidade de contratar pelo menos 25% de tripulantes brasileiros para poder operar na nossa costa. Por um lado isso é bom porque um navio com 1000 tripulantes já garante emprego para 250 brasileiros e ainda é melhor para nós, passageiros, encontrarmos a bordo mais funcionários que falam o nosso idioma. O problema é que essas contratações também são caras e trabalhosas. Ter que fazer isso sempre que for voltar para o Brasil, incluindo a capacitação de novas pessoas e o pagamento de passagens aéreas até o porto de embarque, tornam a operação aqui ainda mais custosa e burocrática. Esse é mais um motivo para as empresas desistirem de voltar para cá e irem para outros destinos onde não é preciso mudar a grade de funcionários. Você já deve ter entendido o resultado disso: exigir contratar aquela parcela de brasileiros para trabalhar a bordo pode ser o motivo para um navio deixar de vir e movimentar a economia como um todo, já que os impactos econômicos não se restringem aos portos nem às cidades onde eles atracam. Mais um exemplo para comprovar isso: na temporada 2010/2011 foram contratados 5600 brasileiros para trabalhar a bordo, mas em terra foram 15 mil novos empregos gerados direta ou indiretamente. Entende? Apesar de ter garantido emprego para 5600 brasileiros, na melhor temporada da história, as burocracias e custos envolvidos nisso podem fazer com que as companhias desistam de vir ao Brasil e aqueles 15 mil novos empregados em terra e os outros milhares que já trabalhavam e foram impactados com os cruzeiros deixem de ter esses navios por aqui.

Mais uma consequência negativa para os brasileiros são os preços dos cruzeiros. Em qualquer área da economia onde há livre mercado, ou algo próximo disso, a concorrência traz benefícios para o consumidor. O monopólio faz com que a empresa possa praticar preços mais altos por ser a única disponível para oferecer um determinado produto ou serviço; quanto mais concorrentes, maior a quantidade de promoções e redução de preços para atrair clientes.
Na temporada 2017/2018 o Brasil está com apenas duas companhias de cruzeiros que trouxeram seus navios  (MSC e Costa) e um fretado (o Sovereign, pela CVC). Isso resulta em uma quantidade reduzida de leitos, o que está fazendo com que os navios partam com 100% de lotação ou quase cheios em todas as saídas. Dessa forma, com uma alta demanda e uma baixa oferta, as empresas podem praticar preços mais altos. Em Miami, como comparação, é normal ter 6 ou 7 navios embarcando passageiros em um só dia, então as promoções por lá são muito frequentes e as viagens ficam com preços extremamente competitivos.

O que melhorou nos últimos quatro anos

Nesse período, no entanto, tivemos algumas conquistas. Devido à Copa do Mundo de 2014 diversos terminais marítimos de cruzeiros foram reformados e estão com uma estrutura melhor que antes, mas ainda, sem exceção, insuficiente nos portos de embarque e desembarque.

A nova Lei de Migração, aprovada no primeiro semestre de 2017 e com entrada em vigor - ainda que de forma mal implantada - no mês de novembro, facilitou a questão das dificuldades encontradas pelas companhias em relação à burocracia trabalhista. Antes dela era necessário pagar taxas consulares e ao Ministério do Trabalho por todos os tripulantes estrangeiros que estivessem a bordo. Isso resulta em uma economia de até 500 mil reais na operação de um navio por aqui.

Será possível os nossos governantes reverem essas práticas anti-econômicas e nós voltarmos a ter um crescimento? Conseguiríamos voltar aos 20 navios da temporada 2010/2011 e trazer com eles todos os benefícios sociais e econômicos para o nosso país? Ou ir além e fazer como a China, que era um destino fora das conversas sobre cruzeiros e que hoje é um dos que mais crescem no mundo e é notícia em todas as revistas e sites especializados no assunto? Neste ano ocorreu uma reunião em Brasília com os principais responsáveis do setor, algo bom por mostrar que há uma movimentação para tentar reverter essa realidade. Vamos, mais uma vez, esperar para ver. Eu, quatro anos depois, mais uma vez não vejo um futuro promissor nos próximos anos.

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