domingo, 10 de junho de 2018

O que você vai ter a mais de gastos em um cruzeiro marítimo?

Depois de reservar o cruzeiro e pagar todo o valor da viagem eu ainda vou ter gastos extras a bordo?
Ao fechar um pacote de cruzeiro, tanto por agência de viagens quanto pelo site da companhia de cruzeiros, você vai pagar pelo valor por pessoa, de acordo com a categoria da cabine escolhida, somado às taxas portuárias e de serviço - note que essas taxas podem não estar inclusas no primeiro valor que você ver no site, aparecendo apenas no montante final. Somado a isso você poderá ter, dependendo de onde morar, gastos com passagens aéreas e traslados até o porto.

Depois disso você terá pré-pago praticamente tudo, o que faz um cruzeiro ser uma viagem sem surpresas no cartão de crédito a partir desse momento. Aqueles gastos quase obrigatórios que surgem durante uma viagem por terra - como táxi, refeições, ingressos... - não vão te incomodar enquanto estiver relaxando em alto-mar, tornando-se meros opcionais.

Porém, contrariando o que muitas pessoas ainda pensam, os navios não são all-inclusive. Aqui no Brasil apenas um, o Pullmantur Sovereign, opera regularmente com esse sistema, ou seja, ele inclui também as bebidas sem custo adicional. Os demais navios só incluem, em quase todos os restaurantes, as comidas; fora isso apenas água, café, leite e chá no buffet.

Mas para quem quer viver uma experiência mais completa, sem ficar apenas com o básico já incluso, é possível pagar a mais e ter alguns serviços bastante convidativos. Conheça as principais tentações para gastar um pouco a mais durante o seu cruzeiro:

REFEIÇÕES
Oriental Plaza Restaurant no MSC Magnifica (pago)
Em um navio com cinco restaurantes, por exemplo, geralmente um ou dois são pagos, os chamados Restaurantes de Especialidades. Neles você encontrará um cardápio e chef diferenciados, oferecendo refeições mais bem-preparadas e com ingredientes mais selecionados. As opções disponíveis costumam ser restaurantes asiáticos, de massas, churrascarias, ou de cozinha internacional. Geralmente é preciso fazer reserva.
Sorvetes, milk shakes, bebidas com café, alcoólicas, água engarrafada e refrigerantes também são pagos separadamente, mas alguns navios também incluem máquinas de sorvete com casquinha onde é possível servir-se à vontade sem custo adicional. Para quem planeja consumir muitas bebidas, existem pacotes para isso. Clique aqui para ler sobre eles.
Se quiser economizar, você pode comer apenas nos restaurantes inclusos, o que quase todo mundo faz, e consumir a água e café disponibilizados gratuitamente no restaurante buffet!

INTERNET
Esse pacote é contratado pelo próprio celular nos navios Costa.
É possível escolher outros pelo site também
Como já respondido em uma publicação aqui no site, o sinal do seu celular não vai chegar até o navio quando ele estiver em alto-mar. Geralmente depois de uma hora desde a partida do porto já não é mais possível conseguir sinal das antenas em terra. Para fazer ligações é preciso pagar pelo roaming internacional extremamente caro ao se conectar às antenas dos navios, que têm conexão via satélite. Então desative sempre o roaming e depois que perder sinal deixe em modo avião. Isso também economiza bateria, uma vez que o celular não ficará procurando por sinal.
A única solução economicamente viável é usar o WiFi do navio, que pode ser comprado antecipadamente, pelo site da companhia, ou a bordo. Existem pacotes de internet com valores muito variados, mas o preferido costuma ser o para redes sociais, permitindo acessá-las ilimitadamente para fotos, mensagens e vídeos a um custo médio de cinco dólares por dia. Consulte as demais opções no site da empresa que você vai viajar para ver os preços.
Quer economizar? Se desconecte do mundo e relaxe! Se for preciso, use a internet quando estiver nas cidades.

LAVANDERIA
Para um cruzeiro de uma semana você provavelmente não precisará usar serviço de lavanderia, mas com viagens mais longas, de duas semanas pela América do Sul ou 20 dias até a Europa, isso pode se tornar necessário.
O uso da lavanderia é pago por peça lavada. Um tripulante leva as roupas solicitadas, lava-as e devolve passadas e dobradas. Existe um menu com os preços de cada item, mas a lavagem de uma camisa costuma custar por volta de 3 dólares.

EXCURSÕES
Ao chegar em um porto você tem a opção de ficar no navio, descer para conhecer a cidade por conta própria (sem pagar nada mais por isso) ou de participar de uma excursão do navio ou de qualquer outra contratada pela internet ou em uma agência de viagens. Estas excursões são sempre muito mais baratas que as compradas no navio e vão até buscar os turistas no porto. Apesar de ter uma vantagem no preço, essas excursões não têm a segurança das compradas com a companhia, que garantem a espera do navio caso, por qualquer motivo, ocorra um atraso na volta. Lembre que os navios, assim como os aviões, têm uma hora para sair. Então não vá longe demais sem considerar o tempo de volta.

Fora esses custos considere os tratamentos no SPA, que são bem caros; as compras nas lojas duty free a bordo, que têm preços bem convidativos; e os jogos do Cassino. Vale dizer que a compra de fichas para o cassino geralmente só é possível com dinheiro, não sendo permitido comprar com o seu cruise card.
Então: gastar a mais ou não depende de você. As festas, piscinas, shows, academia, toboáguas, vários dos restaurantes, visitas às cidades e tantas outras coisas já estão inclusos. Mas que fazer algumas compras a mais é muito bom, isso não dá para negar! Boa viagem!

Copyrigh© all rights reserved. Imagens e Textos com direitos reservados. Rodrigo Guerra. 

domingo, 29 de abril de 2018

É permitido levar o seu drone para um cruzeiro?

Os drones estão cada vez mais acessíveis e populares, principalmente entre os viajantes que querem ter imagens únicas dos lugares que visitam e até mesmo da sua própria cidade. Mas surgiu uma dúvida: "eu posso levar meu drone para um cruzeiro?" É sobre isso que vamos conversar agora.

Imagem: Reprodução/Dji
Se procurar nos termos e condições das companhias de cruzeiros você terá dificuldade de encontrar - ou não encontrará - uma resposta para essa pergunta. Apesar de os drones já estarem nas mãos de uma quantidade bastante considerável de pessoas, as empresas ainda não se preocuparam em deixar claras as regras sobre a entrada deles nos navios. Mas a resposta, em geral, é boa. Sim, em praticamente todos os navios é permitido embarcar com o seu drone, mas existem restrições.

Dependendo da companhia podem acontecer duas situações: ou você terá que deixar o drone guardado dentro da caixa na sua cabine ou ele será guardado pelos oficiais em um local próprio assim que entrar no navio. Isso acontece porque não é permitido levantar voo com ele no navio, apenas quando estiver em terra. As razões para isso podem ser várias: pela privacidade dos passageiros, risco de as hélices baterem em algum fio do navio, interferências... Além disso existem riscos muito grandes de perder o drone em alto-mar, uma vez que os ventos são muito fortes - uma situação na qual as próprias empresas que produzem os drones não recomendam o uso. Há também relatos de falha no sinal ao decolar de uma mesa de metal - lembre que os navios são uma caixa de metal - e existe a questão de o navio estar em movimento, o que pode dificultar muito o pouso e acabar batendo em uma pessoa, além de fazer com que a função de o drone voltar automaticamente para onde ele decolou, se perder o sinal, não funcione.
Então se você levar e pedirem para deixar na sua cabine, deixe. Nem ande com ele pelo navio porque você pode ter problemas com os oficiais e até ser expulso do navio.

Quando o navio chegar em um porto você poderá pegar o seu drone na cabine e levar consigo ou pedir para que o oficial responsável por guardar esses objetos te entregue na saída. É um processo rápido e sem burocracias. A partir daí você poderá filmar e tirar fotos aéreas do navio e do destino onde estiver, mas preste atenção a uma coisa mais: Cada local tem suas regras em relação ao voo. Antes de viajar verifique em que áreas das cidades aonde você vai é permitido decolar drones. Perto de aeroportos, por exemplo, é proibidíssimo. Há também alguns relatos, como o de um seguidor no Instagram, de os oficiais confiscarem o drone e só devolverem no fim da viagem. Como não existe uma regra bem definida por muitas companhias, às vezes a decisão tem que partir do próprio tripulante, então, se ele não estiver seguro, pergunte a outros funcionários se realmente não é permitido usar durante a viagem, eles podem ter uma orientação dada pelo capitão.
Você não será impedido de embarcar em um navio se estiver com um drone, ele será guardado por você ou pelos oficiais, mas a permissão para usar ainda não é certa. Se puder, lembre das regras acima!

Atualização:

Em resposta à publicação, através da Engaje Comunicação, sua representante no Brasil, a Pullmantur mandou a seguinte nota (em espanhol) ao RG Cruzeiros sobre o uso de drones nos seus navios:
"Os portos e países são os que terminam autorizando ou não o uso dos drones tanto no porto, quando o navio atraca, quanto nos destinos. Quanto a gravar o navio navegando, a permissão deve ser concedida pelo capitão, se ele perceber que não compromete o funcionamento e segurança do navio quando estiver em navegação e se solicita a permissão com um memorando a Pilar Yague e a operações Pullmantur com as especificações do equipamento, diretrizes de gravação e operadores ou técnico que o usará. Se as imagens são para um terceiro, TTOO, agência, programa de TV ou meio de comunicação deve firmar um contrato ou acordo de uso de imagens com um seguro por danos."
A MSC e a Costa, que também operam cruzeiros regulares no Brasil, ainda não se pronunciaram sobre o tema.

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terça-feira, 20 de março de 2018

Quais as diferenças entre as opções de Experiências da MSC e as Tarifas da Costa?

Na hora de comprar o seu cruzeiro com a MSC ou a Costa você chegará em uma etapa da reserva que vai precisar escolher a sua Experiência ou Tarifa, respectivamente. Uma mesma categoria de cabine possui diferentes preços que entregam mais ou menos benefícios.
Entenda cada uma delas e escolha a melhor opção para você!

MSC
Experiência BELLA
Experiência FANTASTICA
Experiência WELLNESS
Experiência AUREA
Experiência YACHT CLUB

COSTA
Tarifa BASIC
Tarifa COMFORT
Tarifa DELUXE

Experiência BELLA (MSC) e Tarifa BASIC (COSTA)

Essas são as experiências/tarifas perfeitas para quem prefere economizar na hora de reservar o cruzeiro abrindo mão de alguns mimos e de escolher a localização da cabine, por exemplo.
Pagando os menores valores disponíveis você vai estar escolhendo apenas a categoria da sua cabine (Interna, Externa ou com Varanda) e a companhia vai te colocar na escolhida - se sobrar - ou em uma categoria superior - se a que você pagou tiver sido totalmente ocupada. A desvantagem disso é que não é possível escolher uma localização no meio do navio e nos decks mais baixos, por exemplo, onde balança menos. Os passageiros dessa tarifa ficam com uma cabine mais simples que sobrar dentro das que fazem parte daquela experiência.
Apesar disso, todo o entretenimento, buffet e restaurantes principais são inclusos no valor e também existe o acúmulo de pontos no Costa Club ou MSC Voyagers Club.

Experiência FANTASTICA (MSC)

Pagando um pouco mais por passageiro por noite você poderá passar para a experiência seguinte da MSC, a Fantastica. Nela é incluso o serviço de quarto 24 horas, podendo pedir seu café da manhã na cabine sem pagar nada mais por isso. O serviço está disponível na experiência Bella, porém é cobrada uma taxa. Os passageiros dessa experiência também têm 50% de desconto nas aulas do Fitness Center e de personal trainer e as crianças podem participar de aulas de culinária e idioma sem pagar por isso.
Além disso é possível escolher a cabine desejada e ter prioridade na confirmação do turno de jantar escolhido.

Experiência WELLNESS (MSC)

A Wellness foi criada pensando nos hóspedes adultos que gostam de cuidar da saúde. Ela inclui um check-up com a equipe médica, aulas de ginástica, kit com camisa, shorts, toalha e aparelho fitness, excursões exclusivas, aulas diárias de fitness, um energético por dia no minibar da cabine e água engarrafada grátis. Nos navios da classe Lirica, Seaside e Meraviglia os hóspedes podem jantar com horário livre, dentro do horário de funcionamento de cada restaurante.

Experiência AUREA (MSC)

Disponível a artir das cabines com varanda, a Aurea entrega as mesmas vantagens da Bella e Fantastica e ainda pacote de bebidas all-inclusive; embarque prioritário; coquetel de boas-vindas; jantar em uma área exclusiva do restaurante; pacote com massagem e livre acesso à área termal durante todo o cruzeiro; kit de produtos de beleza na cabine; roupão e pantufas; e acesso ao solarium exclusivo.

Tarifa COMFORT (COSTA)

A segunda tarifa da Costa inclui a opção de escolher entre as cabines standard (Classic) ou com posição privilegiada (Premium). Na primeira também será incluído o pacote de bebidas Pranzo & Cena (com uma seleção de vinhos, cervejas, sucos e refrigerantes ilimitadaos, servidos no copo durante todos os dias no almoço e jantar) e nas cabines Premium o pacote Brindiamo (inclui as bebidas no copo a qualquer hora do dia: cafés, cappuccinos, refrigerantes, cervejas, drinks populares e  uma  seleção de vinhos e licores). Os hóspedes dessa tarifa também ganham mais pontos no Costa Club.

Tarifa DELUXE (COSTA) 

A tarifa mais cara da Costa é para os hóspedes que querem se hospedar nas suítes. Elas são mais espaçosas, possuem um restaurante exclusivo, mordomo e permitem acesso ao spa durante um dia inteiro. Também está incluso o pacote ilimitado de bebidas Intenditore, com rótulos diferenciados de licores e espumantes, bebidas de até 9 dólares servidas no copo, bebidas do minibar e servidas na cabine.

Experiência YACHT CLUB (MSC)

Não disponível nos navios da classe Lirica (MSC Armonia, Sinfonia, Lirica e Opera) e Musica (MSC Musica, Orchestra, Poesia e Magnifica)

O Yacht Club é verdadeiramente uma experiência diferenciada. Eu já escrevi uma publicação mostrando quais são as vantagens desse Navio dentro de um navio. Em vez de fazer uma breve descrição aqui é melhor mostrar logo tudo, né? Então clique aqui para ler!

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Uma análise dos cruzeiros no Brasil: Por que está dando errado?

No dia 21 de dezembro de 2017 eu estava assistindo à transmissão ao vivo em Miami do evento de nomeação do mais novo navio da MSC, o MSC Seaside. Durante a cerimônia de inauguração o prefeito da Grande Miami, Carlos Giménez, subiu ao palco e fez um breve discurso agradecendo à empresa pelo grande investimento feito na Capital Mundial dos Cruzeiros e deu algumas informações sobre a importância daquele porto para a região. Confira estas partes que chamaram a minha atenção:
"[...] O nosso porto marítimo contribui com bilhões de dólares todos os anos para a economia local; mais de 40 bilhões de dólares. Inclusive ele é o segundo maior gerador econômico da Grande Miami, na área sul da Flórida. Ele diretamente ou indiretamente é responsável por mais de 300 mil empregos aqui nessa área. Isso é o quão importante esse porto é para nós. Isso mostra o quão importante é para nós mantermos a nossa marca da Capital Mundial dos Cruzeiros e também estamos aumentando a nossa capacidade e trânsito de carga [...] E é por isso que nós investimos tão pesadamente tanto no aeroporto quanto no porto marítimo, porque eles são os dois maiores geradores econômicos da região e a vida de centenas de milhares de pessoas e o bem-estar delas dependem da competitividade e da viabilidade desses dois portos. [...]"
Em dezembro de 2013 eu escrevi uma publicação falando sobre a preocupante situação do mercado de cruzeiros no Brasil naquela época, prevendo uma queda na quantidade de navios nos próximos anos (eram nove na temporada 2013/2014) devido à indiferença dos Governos em relação a esse importante setor econômico. Os problemas que davam base a essa previsão eram a infraestrutura insuficiente e o custo de operação abusivo. Infelizmente hoje, mais de quatro anos depois, isso se confirmou e apenas seis estão navegando por aqui agora. De 2004 a 2010 a quantidade de navios mais que triplicou aqui no Brasil e em 2017 nós voltamos para o mesmo número de 2004. Mais triste ainda é que os mesmos problemas continuam. Diversos dos mesmos Calcanhares de Aquiles - no plural - estão muito bem instalados há décadas neste país.

Ver Miami e tantos outros destinos, como Emirados Árabes Unidos e China, investindo pesado para atrair mais navios enquanto o Brasil faz de tudo para expulsar as "galinhas dos ovos de ouro" é no mínimo revoltante.

E não é só para os cruzeiros que a péssima gestão traz consequências negativas. Os investimentos feitos em Miami, como comentado por Carlos Giménez no evento, também são voltados para o trânsito de cargas, sendo ele o responsável pela maior parte da receita. Aqui no Brasil temos o  histórico problema, desde o governo de Juscelino Kubitschek, do uso excessivo das rodovias para praticamente todo o transporte terrestre. Os caminhões, em vez de transportarem  para um trem, levam os containeres até o destino final, degradando as estradas, aumentando o trânsito e tornando o frete mais caro e demorado. Isso é um dos motivos que está levando grandes porta-containeres a ficarem até meses ancorados na frente do porto de Santos enquanto esperam o lento processo de descarregamento e carregamento dos demais navios ser concluído para terem um berço de atracação disponível.

Somado a isso, os navios de carga estão encontrando problemas até para entrar em alguns portos. O porto do Recife, um dos mais importantes para a entrada e saída de mercadorias do Brasil para a Europa e os EUA, é um exemplo disso. Há anos foi solicitado do Governo Federal recursos para os projetos já prontos de dragagem e parece que só agora, no fim de 2018, com recursos do Ministério dos Transportes, vamos ver essas obras sendo realizadas. O problema é que a área do porto está tão assoreada - a última dragagem foi feita em 2012 - que os navios maiores não conseguem mais entrar no porto totalmente carregados, então as empresas precisam carregá-los com apenas parte da sua capacidade usada ou trazer navios menores, o que encarece todo o processo. “Atualmente, navios que poderiam carregar até 50 mil toneladas de açúcar deixam o estado com 30 mil toneladas e seguem para completar o carregamento em outros estados nordestinos”, disse Carlos Vilar, presidente do porto do Recife, à Folha PE.

Enquanto nós não conseguimos recursos sequer para fazer o básico, manter os portos operáveis, vamos voltar a falar do assunto que me fez escrever esta publicação: o porto de Miami.
Novo terminal da RCCL terá 15800 metros quadrados.
A Royal Caribbean International é a companhia dona da classe Oasis, aquela com os maiores navios de cruzeiro do mundo, passando das 220 mil toneladas de arqueação bruta cada. Hoje nem o porto de Miami tem capacidade de receber um navio desse tamanho, mas a Royal demonstrou, há alguns anos, interesse em operar um de seus navios dessa classe por lá. Os governantes daquela área, o Condado de Miami, imediatamente se mostraram prontos a criar todas as condições necessárias para recebê-lo. O resultado é que neste momento está sendo construído um terminal de cruzeiros no valor de 247 milhões de dólares, com recursos da Royal Caribbean, para suportar a classe Oasis, e o governo de Miami desembolsou 15 milhões de dólares para construir novas ruas até o terminal e cuidar de toda a área ao redor dele.
O resultado dessa parceria público-privada é que, apesar de o governo estar "gastando" tanto dinheiro agora, esse terminal irá movimentar 1,8 milhão de turistas anualmente e terá um impacto previsto de 500 milhões de dólares na área e a criação de 4 mil novos postos de trabalho. Com uma taxa de 5,5 dólares por passageiro, o governo terá uma receita de 9,5 milhões de dólares por ano. Desembolsar quantias como essa para operações desse tipo não é um gasto, é um investimento com resultados rápidos. Na temporada 2010/2011 no Brasil, quando tínhamos 20 navios, a Fundação Getúlio Vargas e a ABREMAR fizeram um levantamento do impacto econômico dos cruzeiros e chegaram ao resultado de que "os impactos totais (diretos e indiretos dos armadores e dos cruzeiristas) foram de R$1,4 bilhão, sendo R$893,5 milhões gerados pelos gastos dos armadores com compras de suprimentos, custos portuários e combustíveis e R$522,5 milhões gerados pelos gastos dos cruzeiristas nos portos de embarque/desembarque e de trânsito." Apenas o comércio varejista e o setor de alimentos e bebidas brasileiros tiveram receita de 327,7 milhões de reais durante essa temporada; somado a isso, 12,5% dos quase 800 mil passageiros eram estrangeiros, o que traz divisas para o Brasil e fortalece a imagem do país como um destino de viagem.

Créditos: Abremar/FGV. Clique para ampliar
Outro ponto que continua ameaçando a volta dos navios ao Brasil são as famosas taxas portuárias e o custo geral de operação. Todos já sabemos que muitos dos nossos portos têm as taxas de atracação e embarque/desembarque de passageiros mais caras do planeta, inclusive o primeiro lugar é nosso: Salvador. Além disso, tudo o que é necessário para a operação de um cruzeiro também é caro por aqui! Desde os alimentos ao combustível do navio, tudo custa mais que diversos outros destinos ao redor do mundo e quase tudo é de qualidade inferior; por isso que muitas pessoas percebem que as refeições em um navio da mesma companhia são melhores nos EUA do que no Brasil.
Nós estamos acompanhando vários destinos novos surgindo, como a China, que investiram em infraestrutura, cortaram custos para as operadoras e lançaram diversos incentivos para que as empresas levassem seus navios para lá. Resultado: diversas companhias estão até construindo novos navios especificamente para o mercado chinês. E o Brasil, com essa política econômica, está perdendo espaço para eles também. Vale mesmo a pena ganhar agora n vezes mais com taxas portuárias abusivas mas amanhã os navios partirem daqui justamente por causa disso?
Outra questão  que ainda persiste é a trabalhista: a necessidade de contratar pelo menos 25% de tripulantes brasileiros para poder operar na nossa costa. Por um lado isso é bom porque um navio com 1000 tripulantes já garante emprego para 250 brasileiros e ainda é melhor para nós, passageiros, encontrarmos a bordo mais funcionários que falam o nosso idioma. O problema é que essas contratações também são caras e trabalhosas. Ter que fazer isso sempre que for voltar para o Brasil, incluindo a capacitação de novas pessoas e o pagamento de passagens aéreas até o porto de embarque, tornam a operação aqui ainda mais custosa e burocrática. Esse é mais um motivo para as empresas desistirem de voltar para cá e irem para outros destinos onde não é preciso mudar a grade de funcionários. Você já deve ter entendido o resultado disso: exigir contratar aquela parcela de brasileiros para trabalhar a bordo pode ser o motivo para um navio deixar de vir e movimentar a economia como um todo, já que os impactos econômicos não se restringem aos portos nem às cidades onde eles atracam. Mais um exemplo para comprovar isso: na temporada 2010/2011 foram contratados 5600 brasileiros para trabalhar a bordo, mas em terra foram 15 mil novos empregos gerados direta ou indiretamente. Entende? Apesar de ter garantido emprego para 5600 brasileiros, na melhor temporada da história, as burocracias e custos envolvidos nisso podem fazer com que as companhias desistam de vir ao Brasil e aqueles 15 mil novos empregados em terra e os outros milhares que já trabalhavam e foram impactados com os cruzeiros deixem de ter esses navios por aqui.

Mais uma consequência negativa para os brasileiros são os preços dos cruzeiros. Em qualquer área da economia onde há livre mercado, ou algo próximo disso, a concorrência traz benefícios para o consumidor. O monopólio faz com que a empresa possa praticar preços mais altos por ser a única disponível para oferecer um determinado produto ou serviço; quanto mais concorrentes, maior a quantidade de promoções e redução de preços para atrair clientes.
Na temporada 2017/2018 o Brasil está com apenas duas companhias de cruzeiros que trouxeram seus navios  (MSC e Costa) e um fretado (o Sovereign, pela CVC). Isso resulta em uma quantidade reduzida de leitos, o que está fazendo com que os navios partam com 100% de lotação ou quase cheios em todas as saídas. Dessa forma, com uma alta demanda e uma baixa oferta, as empresas podem praticar preços mais altos. Em Miami, como comparação, é normal ter 6 ou 7 navios embarcando passageiros em um só dia, então as promoções por lá são muito frequentes e as viagens ficam com preços extremamente competitivos.

O que melhorou nos últimos quatro anos

Nesse período, no entanto, tivemos algumas conquistas. Devido à Copa do Mundo de 2014 diversos terminais marítimos de cruzeiros foram reformados e estão com uma estrutura melhor que antes, mas ainda, sem exceção, insuficiente nos portos de embarque e desembarque.

A nova Lei de Migração, aprovada no primeiro semestre de 2017 e com entrada em vigor - ainda que de forma mal implantada - no mês de novembro, facilitou a questão das dificuldades encontradas pelas companhias em relação à burocracia trabalhista. Antes dela era necessário pagar taxas consulares e ao Ministério do Trabalho por todos os tripulantes estrangeiros que estivessem a bordo. Isso resulta em uma economia de até 500 mil reais na operação de um navio por aqui.

Será possível os nossos governantes reverem essas práticas anti-econômicas e nós voltarmos a ter um crescimento? Conseguiríamos voltar aos 20 navios da temporada 2010/2011 e trazer com eles todos os benefícios sociais e econômicos para o nosso país? Ou ir além e fazer como a China, que era um destino fora das conversas sobre cruzeiros e que hoje é um dos que mais crescem no mundo e é notícia em todas as revistas e sites especializados no assunto? Neste ano ocorreu uma reunião em Brasília com os principais responsáveis do setor, algo bom por mostrar que há uma movimentação para tentar reverter essa realidade. Vamos, mais uma vez, esperar para ver. Eu, quatro anos depois, mais uma vez não vejo um futuro promissor nos próximos anos.

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sábado, 16 de dezembro de 2017

O que acontece se você perder a hora de saída do navio?

Manter um site com postagens frequentes não é fácil, principalmente quando existem diversos outros trabalhos e atividades para dividir o tempo. Além disso, muitas vezes nós, produtores de conteúdo, paramos e ficamos pensando: sobre o que eu vou escrever hoje? Tem que ter muita criatividade!
Quem mais me ajuda nessas horas são vocês mesmos, através do Instagram, e-mail e comentários aqui embaixo. Alguns ficam meio constrangidos por estarem fazendo muitas perguntas, mas saibam que cada dúvida é super importante para mim também! Muitas postagens surgiram de perguntas feitas por vocês. Tem umas que eu digo "muito legal, vou escrever sobre isso" e anoto no celular. Então mandem perguntas!!
Aqui vai mais uma postagem dedicada a responder uma dessas perguntas que eu recebo: imagine que você está em um porto de escala durante o seu cruzeiro e esquece de ajustar o seu relógio para o horário local. Quando retorna ao porto para embarcar no navio, na hora "certa", ele já está no horizonte navegando rumo ao próximo destino. E agora?

O NAVIO VAI ESPERAR POR MIM?

Assim como os aviões, os navios têm uma hora marcada para partir. Apesar de a flexibilidade de horários dos aviões ser muito menor que a dos navios, não dá para apostar demais na sorte. Lembre de sempre confirmar a hora do seu celular e relógio antes de desembarcar - durante a viagem você pode passar por diferentes fusos horários - e coloque um alarme para retornar na hora do "todos a bordo", uma plaquinha que você verá assim que desembarcar. Sempre no dia anterior à troca de horário, caso tenha, todos a bordo são avisados.

Lembre que existem outras centenas ou até milhares de passageiros e tripulantes aguardando a partida para o próximo destino e que o roteiro da viagem tem que ser integralmente cumprido, com exceção apenas para algumas situações muito específicas, como mar muito agitado ou ventanias em algum dos destinos. O controle de todas essas pessoas que saem e entram no navio é feito com os Cruise Cards, aqueles cartões que abrem a porta da cabine e servem também como cartão de crédito e identidade. Sempre que você for desembarcar um tripulante vai escanear o seu cartão e o sistema saberá que você está faltando a bordo; ao retornar, o cartão será escaneado novamente e a sua falta retirada. Quando já está perto da hora de partir e ainda tem passageiros na lista daqueles que não retornaram, são feitos anúncios no sistema interno de som do navio pedindo para que aquelas pessoas, se estiverem a bordo, ou outros passageiros que conhecerem elas liguem a partir de qualquer interfone para a recepção.

Chegando a hora de partir, o comandante é quem decide se dá ou não para aguardar. Em geral são dados alguns minutos a mais, às vezes até mais de meia hora, mas depende da situação. Pode não existir tolerância. Caso você esteja fazendo uma excursão comprada no navio e o ônibus atrasar, o capitão terá que esperar pela sua chegada.

Existe um termo no universo dos cruzeiros chamado "Pier Runners", um evento conhecido e apreciado por muitos dos cruzeiristas mais assíduos. Esse é um momento no qual muitos passageiros ficam no deck superior ou nas suas varandas - para aqueles que têm uma do lado do píer - e ficam aguardando aparecer algum ou todos os passageiros atrasados. Quando aparece um é uma festa: todo mundo começa a gritar e aplaudir e muitas vezes o capitão entra na brincadeira soando o apito do navio. Se pesquisar no YouTube você vai achar diversos vídeos!

Essa questão de horário é muito importante. Você pode até ser proibido de desembarcar do navio  nos demais portos de escala se ficar se atrasando. Inclusive, uma partida mais tarde que o planejado faz com que a navegação precise ser mais rápida para chegar ao próximo destino na hora certa, o que aumenta o consumo de combustível. Então tome cuidado com isso para não passar vergonha na frente de milhares de pessoas ou ficar a ver navios.

MAS ATRASEI DEMAIS E O NAVIO PARTIU SEM MIM! O QUE FAZER?

Se o navio tiver desatracado há pouco tempo fale com um agente do porto o quanto antes, ele vai se comunicar com a ponte de comando e o capitão pode retornar e colocar novamente a escada para o seu embarque ou parar e usar uma lancha.

Se o navio já estiver muito longe e nada puder ser feito você deverá arcar com os custos de transporte até o próximo porto de escala, onde você embarcará novamente. Por isso é importante andar com uma cópia da sua identidade ou passaporte. Atrás do seu Cruise Card você encontrará o número para entrar em contato com o navio, caso seja necessário.

Para aquelas pessoas que perderem o navio no dia do embarque, não em um porto de escala, e comparam o pacote Cruzeiro + Passagens Aéreas terão todos os custos de transporte até o próximo destino pagos pela companhia.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Seis coisas para você NÃO fazer em um cruzeiro marítimo

Sabe aquele famoso ditado: "Quem avisa amigo é"? Então confira algumas coisas que você não deve fazer durante os seus dias a bordo!

1. Esquecer de colocar o alarme para te acordar em uma cabine interna

As cabines internas têm uma particularidade que já fez muitos marinheiros de primeira viagem perderem o dia quase todo dormindo: elas não têm janela! Por causa disso muitas pessoas acordam, veem que ainda está completamente escuro e voltam a dormir. Mais tarde elas acordam de novo e, como ainda parece estar de madrugada, dormem de novo.
Acredite: isso acontece com muito mais frequência do que você imagina! Quando os descansados cruzeiristas finalmente resolvem olhar a hora, já está muito tarde e eles perderam diversas atividades e refeições :(

2. Se atrasar!!

Preste bem atenção: Aqueles horários de partida de cada porto que você viu no itinerário do seu cruzeiro são a hora que o navio vai partir do porto, você não vai ficar na cidade até aquela hora!
Apesar de não ter um horário tão inflexível quanto o de um avião (atrasou? Tchau), os navios também têm hora para partir. O comandante é quem decide se e quanto tempo dá para esperar por passageiros atrasados, mas chegando a esse limite ele tem que partir e deixá-los para trás. As consequências disso são que o passageiro terá que arcar com todos os custos para chegar no próximo destino e o navio poderá precisar navegar mais rápido para chegar a tempo, aumentando o consumo de combustível.
Para evitar que isso aconteça e você não seja aplaudido por todo mundo do navio ao chegar atrasado, veja a hora marcada para retornar (o "Todos a Bordo") e lembre de ajustar seus relógios para o horário local.

3. Não ler o Diário de Bordo

Sabe aqueles programas que todos recebem diariamente nas suas cabines? Então, eles devem ser lidos! Neles têm diversas informações importantes para o seu dia e todos os horários de atividades e refeições. Você pode destacar a parte com os horários e levar consigo durante o dia. Uma dica legal é levar uma caneta para marcar as festas e eventos que você não quer perder!
Quem diz que ficou entediado durante o cruzeiro com certeza não leu a programação do que estava acontecendo nos dias a bordo, por isso achou que não tinha nada para fazer. E eu posso garantir que se não ler e marcar exatamente onde e quando cada atividade que você tem interesse vai acontecer, você não irá encontrá-las por acaso dentro de um navio imenso. Mas fazer nada também é uma opção :)

4. Não comparecer ao exercício de emergência geral

O Muster Drill, que acontece pouco antes da partida do porto, é obrigatório para todos os passageiros, independente de quantos cruzeiros você já fez. Nele você saberá para onde ir e o que fazer em caso de emergência. Em todos os pontos de encontro há tripulantes passando o cartão de todo mundo para confirmar a presença, então quem não comparecer receberá no fim do dia uma carta na sua cabine pedindo que compareça a um novo treinamento no dia seguinte com os demais faltosos - enquanto todo mundo estiver aproveitando o navio.

5. Fazer todas as refeições no restaurante Buffet

O restaurante self-service é incrível para quem quer fazer um almoço rápido com sua roupa informal super confortável depois de sair da piscina. Mas em todos os navios existe pelo menos um restaurante à la carte. Não deixe de ir! Ao contrário do que muitas pessoas pensam, eles não ficam abertos apenas durante o jantar; também é possível  tomar café da manhã e almoçar nele. As comidas costumam ser mais elaboradas e saborosas e a apresentação é um destaque a parte. O clima de um restaurante principal é muito mais aconchegante, não tem aquela correria e, dependendo do horário, filas do buffet.

6. Chegar nos portos sem saber o que fazer

Leia com antecedência quais são as atrações de cada porto e faça reservas de passeios ou veja onde ficam os melhores restaurantes, bares e lojas para ir por conta própria. As excursões podem ser do navio ou não, isso você é quem escolhe. As do próprio navio são mais caras mas oferecem a tranquilidade de garantir que você não irá chegar atrasado de volta no navio - se isso acontecer ele irá aguardar.
Chegar sem saber de nada que tem para fazer pode ser frustrante, enquanto outras pessoas que se programaram irão aproveitar ao máximo os destinos visitados.

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sábado, 30 de setembro de 2017

Como os Navios são Pesados?

Essa postagem é para responder a uma pergunta bem interessante que eu recebi: Você sabe como os navios são pesados?

Se pesquisar informações sobre um navio você irá encontrar, além de dados como comprimento, número de cabines e capacidade de passageiros, quantas toneladas aquele navio pesa.

Algumas respostas que você pode imaginar para essa pergunta é que cada peça é pesada e posteriormente todos os valores são somados, contando ou não com tudo o que está dentro do navio. Outra teoria seria que ele é colocado no mar e a quantidade de água que ele desloca é medida. Com isso o peso do navio é calculado.

Tecnicamente dizer que um navio pesa 100 mil toneladas não é correto, mas é como todos nós somos acostumados a dizer. O que acontece na verdade é que eles não são pesados. Os navios são medidos.

O valor que nós vemos é a Arqueação Bruta (Gross Tonnage ou GT, em inglês) do navio, calculada com base no volume total das áreas fechadas de uma embarcação. Essa medida é usada como referência para classificar os navios em ordem de tamanho, o que causa certa confusão. Ao ver que o MSC Meraviglia, por exemplo, mede 315 metros de comprimento e o Queen Mary 2, 345 metros, muitas pessoas concluem que o QM2 é maior, quando na verdade, devido à altura e a largura, o Meraviglia é maior: 167.600 GT vs 151.000 GT. O comprimento é usado para comparar iates e lanchas. Isso explica porque muitos dos mega iates têm proas enormes. Vale de tudo para ficar no topo da lista!

Como calcular

Acessei o site americano da Wikipedia, de onde também retirei os valores da tabela ao lado, para explicar como são feitos os cálculos baseados na Convenção Internacional de Medida em Toneladas de Navios.

Para isso são necessárias duas variáveis:

V -  o volume total em metros cúbicos do navio;
K - um multiplicador baseado no volume.

O valor de K varia de acordo com o volume do navio e é encontrado da seguinte forma:
K = 0,2 + 0.02 x log10(V)

Depois de calcular o valor de K, a arqueação bruta é encontrada multiplicando-se  K e V:
GT = K x V.

Um exemplo dado é o de um navio com volume total de 10.000m³ (V = 10.000):
K = 0,2 + 0.02 x log10(V)
K = 0,2 + 0,02 x log10(10.000)
K = 0,2 + 0,02 x 4
K = 0,28

Substituindo K e V na fórmula encontramos que:
GT = K x V
GT = 0,28 x 10.000
GT = 2.800 

Logo, um navio com volume total de 10.000 metros cúbicos tem 2.800 toneladas de arqueação bruta.
 
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